Alunos do Curso de Capacitação aprendem técnicas de documentação museológica e conservação preventiva

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As museólogas Marilúcia Botallo e Andrea Zabrieszach

Promovida pelo SISEM-SP e a ACAM Portinari, a atividade acontece no Museu Pelé, em Santos, com adesão gratuita

Em março, os alunos da edição 2015 do Curso de Capacitação para Museus (CCM) aprenderão as principais técnicas sobre documentação museológica e conservação preventiva. Idealizado pelo Sistema Estadual de Museus (SISEM-SP), instância ligada à Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, em parceria com a Associação Cultural de Apoio ao Museu Casa de Portinari (ACAM Portinari), o segundo módulo da atividade ocorre nos dias 9, 10 e 11 do mês.

Nos primeiros dias (9 e 10/3), a professora Marilúcia Botallo discorrerá a respeito do primeiro tema, que, partindo da noção de salvaguarda patrimonial, discutirá os principais procedimentos, os métodos de catalogação, a incorporação e baixa de objetos, as novas mídias e a informatização da gestão de acervos, entre outros assuntos.

“Esta disciplina é importante para preparar os profissionais que atuam em instituições de natureza pública ou privada e que mantêm acervos. Os métodos apresentados orientarão sobre os princípios de organização e gestão, e seus processos de coleta, controle e disponibilização de informações e coleções”, explica Marilúcia, que é museóloga documentalista especializada em Gestão de Informações em Museus e Gestão Museológica, além de doutora em ciências da informação e mestre em Artes, ambas pela Escola de Comunicação e Artes, da Universidade de São Paulo (USP).

Já em 10 e 11 de março, acontece a disciplina de conservação preventiva, ministrada pela museóloga Andrea Zabrieszach, que apresentará aos estudantes os conceitos-chaves de salvaguarda, identificando os principais fatores de risco às coleções e orientando na criação de um programa de conservação.

Para Andrea, o patrimônio imóvel, móvel e imaterial de uma sociedade formam a caracterização única e constituem uma riqueza cultural que a distingue das demais. “A preservação representa o fio condutor invisível que une as gerações passadas, presentes e futuras, além de corroborar o objetivo das instituições, tais como museus, arquivos e bibliotecas. Nesse sentido, seus conceitos, práticas, técnicas e ética norteiam as ações de preservação, instituindo as ferramentas imprescindíveis para a manutenção do patrimônio cultural”, finaliza.

Andrea é formada em Museologia pela UniRio, cursa mestrado pelo Programa de Pós-Graduação Interunidades em Museologia da USP e, desde 2007, é professora titular das matérias “Conservação de Acervos em Museus”, “Processos Biodeteriorativos” e “Documentação em Museus” do Curso Técnico de Museologia na ETEC Parque da Juventude.

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