SISEM-SP disponibiliza vídeo do webinário Museus e Sustentabilidade Cultural

Público pode conferir o encontro virtual por meio do canal do SISEM-SP no Youtube

Para finalizar a série de encontros virtuais sobre sustentabilidade, o Sistema Estadual de Museus de São Paulo (SISEM-SP), instância da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, realizou, em 23 de setembro, o webinário Museus e Sustentabilidade Cultural.

Transmitida e, agora, disponibilizada no canal do SISEM-SP no Youtube, a live contou com a participação de três convidados com atuação na área: a museóloga do Memorial da Inclusão, Renata Cittadin; o ativista e diretor do Museu da Diversidade Sexual, Franco Reinaudo e o professor do Celacc e da Eca/USP, Márcio Farias, pesquisador das questões raciais na América Latina. O público participou por meio de questões encaminhadas pelo chat da plataforma.

A pauta do encontro fez parte das quatro temáticas trabalhadas pelo SISEM-SP em uma série de debates mensais que abordaram a sustentabilidade em museus. Já foram realizados os encontros com as vertentes Ambiental, Econômica e Social – para quem não assistiu, os vídeos  desses encontros também estão disponíveis no canal do SISEM-SP no Youtube.

Participantes

Renata Cittadin – Atualmente, atua como museóloga no Memorial da Inclusão (São Paulo – SP) discutindo o empreendimento e exercício de processos museológicos menos excludentes. Tem graduação em Museologia e mestrado pelo Programa Interunidades de Pós-Graduação em Museologia da Universidade de São Paulo, onde desenvolveu estudos sobre a gestão de museus e a consolidação do campo museológico em Santa Catarina. É membro do Conselho Gestor do Sistema de Museus de Santa Catarina. Tem experiência na área de Museologia e Patrimônio Cultural, atuando com ênfase nas áreas de Projetos de Planejamento Museológico, Gerenciamento de acervos, gestão e implementação de políticas públicas para museus, principalmente, nos seguintes temas: teoria museológica, historicidade dos processos museológicos, gestão museológica, museologia catarinense e brasileira.  Atuou como assessora técnica no Sistema Estadual de Museus de Santa Catarina, na coordenação técnica do Cadastro Catarinense de Museus, do Guia de Museus de Santa Catarina, participou da construção do Plano Setorial de Museus e elaborou o texto base do Estatuto Catarinense de Museus. Coordenou o Museu Nacional de Imigração.

Franco Reinaudo – Coordenador do Museu da Diversidade Sexual (São Paulo – SP), primeiro espaço da América Latina e terceiro do mundo, sobre a temática LGBT. Graduado em Gestão de Empresa Turística pelo “Istituto delle Scienze Turistiche” Florença, Itália e Marketing pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Cursou Filosofia e Língua e Literatura Inglesa na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Ativista pelos direitos da população LGBT desde os anos 1990, ajudou na construção da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, fundou e dirigiu a ABRAT (Associação Brasileira de Turismo LGBT). Instrutor, consultor e palestrante para a inclusão e respeito da diversidade sexual no ambiente de trabalho do setor público e privado. Autor do Guia GLS do Brasil e “O Mercado GLS”. Dirigiu a Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual da Prefeitura de São Paulo, órgão responsável pelas políticas públicas para a comunidade LGBT do município. Desenvolveu o Programa Mais Orgulho, projeto inédito do Governo do Estado que apoia Paradas do Orgulho LGBT no interior e litoral do Estado.

Márcio Farias – Professor e pesquisador. Graduado em Psicologia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (2011). Mestre e Doutorando em Psicologia Social na PUC-SP com vinculação ao NUTAS (Núcleo de Estudos e Pesquisa Trabalho e Ação Social). Professor convidado do Celacc  (Centro de Estudos Latino Americanos sobre Cultura e Comunicação) Eca/ USP. Membro do colegiado do Instituto Amma Psique e Negritude. Membro de Comissões de Avaliação de Ações Afirmativas em Concursos Públicos para a Fundação Carlos Chagas. Trabalhou como professor convidado da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (FAJE). Foi coordenador do Núcleo de Desenvolvimento Institucional do Museu Afro Brasil. Foi coordenador e docente do curso de extensão “Violência e Sociedade: Racismo como Estruturante da Sociedade e da Subjetividade do Povo Brasileiro (2017)” no Instituto Sedes Sapientiae. Foi coordenador e docente do Curso “AfroLatinoAmérica” no Centro de Formação da ONG Ação Educativa. Coordenou a equipe educativa da exposição “Pretatitude: Insurgências, emergências e afirmações na arte” no SESC São Carlos, Vila Mariana e Santos. Coordenou a equipe educativa da exposição “Fernando Lemos: mais a mais ou menos”. Foi parecerista de Projetos Culturais e Artísticos da Funarte. É parecerista da Revista Acadêmica e “ExtraPrensa” da ECA/USP e da Revista Editorial de Olh@res do Depto. de Educação da Unifesp. Palestrante e conferencista sobre relações raciais, participou do Simpósio “Afrodescendentes no Brasil: conquistas, desafios do presente e perspectivas para o futuro” como convidado pela Universidade Harvard, EUA. Organizou o livro: “Violência e Sociedade: Racismo como Estruturante da Sociedade e da Subjetividade do Povo Brasileiro (2018)” lançado pela Editora Escuta. É autor do livro “Clóvis Moura e o Brasil: um ensaio crítico”. Em pesquisa, desenvolve estudos sobre Pensamento social latino-americano e relações raciais; Questão racial e lutas de classes na América Latina; Trabalhadores imigrantes negros em São Paulo e Buenos Aires.

Webinários

Com a série de encontros, que se tornaram virtuais em virtude da pandemia de COVID-19, o SISEM-SP fomentou e compartilhou as reflexões que a comunidade brasileira e internacional têm constituído em torno da sustentabilidade das instituições e processos museais com foco na apropriação deste campo de conhecimento. Em novembro de 2019, em parceria com o Ibermuseus, o SISEM-SP realizou o seminário “Sustentabilidade em Museus: do conceito à prática”, com foco na atuação do Programa Ibermuseus no que tange ao ambiente institucional de cada país ibero-americano (leis, normas, instituições e políticas públicas) em interface com experiências em curso orientadas por conceitos e valores relacionados ao desenvolvimento sustentável. Em janeiro deste ano, foi realizado o seminário sobre o Marco Conceitual Comum em Sustentabilidade de Museus (MCCS), documento elaborado pelo programa Ibermuseus que materializa as discussões sobre o lugar estratégico dos museus como espaço de diálogo, debate e interação democrática e cidadã que instruem e potencializam o desenvolvimento sustentável no território local e regional, em sincronia com a ampla rede de atores das políticas públicas culturais, sociais e ambientais.