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Apresentação

A REM-SP é formada por um grupo aberto articulado em rede, composta por profissionais e pesquisadores vinculados à instituições e independentes, com o propósito de estudo, reflexão e definição de diretrizes no campo teórico e prático na área de educação museal, de modo a fundamentar, avaliar, dinamizar e potencializar ações para a área, conforme as necessidades e realidades do Estado de São Paulo. Promove encontros periódicos com educadores de museus e espaços culturais, estudantes, pesquisadores e outros profissionais interessados bem como projetos de pesquisa e publicações. 


Histórico

Em São Paulo, os primeiros passos para a articulação da Rede de Educadores de Museus (REM-SP) foram dados em 2007, durante o I Encontro Nacional da REM-RJ, embora existissem outros grupos de educadores de museus e articulações no estado, como a do extinto grupo Educativos em Rede.

Entre 2009 e 2010, foram feitas articulações e contatos entre educadores paulistas e membros da REM-RJ, sendo que a discussão foi retomada no ano de 2014, durante Encontro Regional para a discussão do PNEM em SP. Esse encontro foi um importante catalisador para a criação da REM-SP. Luciana Martins, membro da REM-SP até a presente data, foi articuladora desse encontro, atuando pela Percebe, em parceria com a equipe do PNEM do Ibram, representada por Fernanda Castro, além da participação de Adriana Mortara, também membro da REM-SP, representando o CECA Brasil (Comitê Internacional para Educação e Ação Cultural – ICOM). O encontro também contou com a ajuda da UPPM (Unidade de Preservação do Patrimônio Museológico)  e do Museu do Futebol, ambos da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo.

Neste encontro foi feita uma proposta substancial de alteração da PNEM, grande parte dela incorporada ao texto final aprovado em Porto Alegre, no 7º Fórum Nacional de Museus, em 2017. Foi a partir destas discussões que surgiu a ideia da UPPM ativar os representantes regionais do SISEM-SP (Sistema Estadual de Museus de São Paulo) para uma primeira reunião de criação da REM-SP.

A partir de novembro de 2014, a REM-SP retomou as suas atividades de forma continuada, realizando inicialmente encontros mensais abertos e depois subdividindo-se em Grupos de Trabalho temáticos e em grupos específicos, como o GT de Políticas Públicas, o de Perfil do Educador e a Comissão de Comunicação, responsável pelo blog, facebook e email da Rede.

As reuniões foram realizadas majoritariamente no Museu da Língua Portuguesa e no Museu da Imigração, sendo recebidas também por outras instituições de forma mais esporádica. Houve discussões sobre a possibilidade de realização de encontros no interior, e alguns museus chegaram a oferecer o espaço, mas o grupo decidiu que, por ora, seria mais fácil manter na capital.

Em 2015, Paola Maués, Ana Luíza do Valle e Aline Oliveira, membros da REM-SP naquele momento, junto com Fernanda Castro, representante da REM-RJ, compuseram uma mesa redonda realizada no auditório do MAM-SP, durante o 7° Encontro Paulista de Museus. A REM-RJ apresentou um pouco de seu histórico e de suas formas de organização e atuação. Foi apresentado o histórico da Rede paulista até então, além dos resultados de um levantamento inicial sobre os educadores de São Paulo e suas expectativas sobre a REM-SP – a maioria dos respondentes tendo sido profissionais da capital.

Ainda em 2015, foi criada a Comissão Organizadora do I Encontro Anual da REM-SP, realizado em parceria com o SESC, no Centro de Pesquisa e Formação, em São Paulo, capital, em agosto de 2016. O Encontro contou com mesa-redonda de abertura, sessão de pôsteres, grupos de trabalho (políticas públicas, perfil do educador e formas de participação na REM SP) e plenária final para definição dos próximos passos da Rede. Nessa plenária, a Comissão Organizadora, composta por Paola Maués, Isabela Arruda, Denise Peixoto, Adriana Mortara, Luciana Martins e Ana Luiza do Valle, se despediu, de certa forma, e foram montados novos GTs com os interessados em construir a REM-SP, foram eles: GT de Políticas Públicas; GT de Formação de Educadores; e GT Comunicação.

Durante o 7º Fórum de Museus, em Porto Alegre a REM-SP participou ativamente da discussão do documento final da Política Nacional de Educação Museal, representada por Paola Maués, Juliana Pons, Luciana Martins e Mila Chiovatto.

Em 2017, a REM-SP consolidou a parceria com o Centro de Pesquisa e Formação do SESC-SP para realização do II Encontro Anual da REM-SP, que tem como Comissão Organizadora Joselaine Tojo, Lilian Amaral, Lia Emi, Sílvia Arruda, Paola Maués, Priscila Leonel e Thiago Consiglio. O Encontro aconteceu nos dias 28 e 29 de agosto com o tema “Rede de Redes: diálogos e perspectivas das Redes de Educadores de Museu no Brasil” com a perspectiva de realização de ações pelo interior do Estado.

Em 2018 importantes ações foram desenvolvidas pela REM-SP entre as quais o lançamento de publicação eletrônica durante o 10º Encontro Paulista de Museus (10EPM), realizado no Memorial da América Latina. No dia 19 de Julho foram realizadas mesas de discussão e os lançamentos de séries de publicações no entorno da temática Educação Museal. Neste contexto foi apresentada a publicação organizada pela REM-SP, resultante do II Encontro da REM-SP ocorrido no CPF – SESC, tendo contado com o fundamental apoio do SISEM-SP e da ACAM Portinari para sua concretização “Rede de Redes: diálogos e perspectivas das redes de educadores de museus no Brasil” acessível e gratuito, hospedado no site do Sistema Estadual de Museus de São Paulo – https://www.sisemsp.org.br/redederedes/ 

Na ocasião foi realizada mesa redonda celebrando a parceria entre a REM-SP, a ACAM Portinari e o SISEM-SP, seguida de outra importante rodada de discussões trazendo representantes do IBRAM envolvidos na formulação da Política Nacional de Educação Museal – PNEM, fruto da mobilização e da articulação das Redes de Educadores de Museus, criadas nas mais diversas regiões brasileiras, a partir das quais e por meios de GTs definiram-se os pressupostos para a criação e sustentabilidade da Política Nacional de Educação Museal. Neste contexto de convergências, a REM-SP promoveu o lançamento do Caderno da Política Nacional de Educação Museal, na versão eletrônica – https://www.museus.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/Caderno-da-PNEM.pdf, sendo posteriormente editada em versão impressa, contendo os documentos e práticas orientadoras do campo da cultura, contribuindo para a consolidação e continuidade de políticas públicas no campo museal. Segundo o então diretor do IBRAM, Marcello Araújo,  acreditamos “ser fundamental que cada vez mais instituições voltem suas atenções para a potencialidades da educação em museus, indispensável na mediação com os públicos e suas memórias”(PNEM, 2017, p. 7). Neste sentido, com o objetivo de aprofundar aspectos para apropriação da Política Nacional de Educação Museal por parte dos educadores e mediadores culturais, a REM-SP organizou o workshop PRÁTICAS EM REDE. REDE DE PRÁTICAS, ministrada pelos representantes do IBRAM/PNEM, realizado no Museu da Energia de São Paulo, dia 20 de Julho de 2018.

Na Primavera de Museus, na semana de 18 a 22 de setembro foram realizadas as oficinas abaixo no Museu da Energia de SP e na Fundação Marcos Amaro, em Itu e no SESC Bom Retiro.

1. Palestra e percurso: “A Cidade como Experiência”
Profa. Dra. Lilian Amaral (Media lab BR/UFG) | Colaboração da Arq. Letticia Rey (IAB / FAU USP)

2. Palestra : Lazer em Instituições Museológicas: a ação do Educador para a experiência de lazer do visitante espontâneo em espaços museológicos.
Profa. Marina Gouveia

3. Oficina “Laboratório de Tradução: Arte e Educação” Fundação Marcos Amaro na cidade de Itu, SP
Thiago Consiglio

4. Expografia acessível – workshop teoria e prática, tendo o espaço do MESP como laboratório de experimentação e análise.
Arquiteta Silvia Arruda

5. Palestra- 40 museus diferentes em 40 dias.
Profa. Priscila Leonel

Em 2019 a REM-SP, alinhada às emergências da área da educação museal, define como pautas a irradiação das ações e grupos de trabalho nas regiões do interior e litoral paulista, tendo a PNEM e sua aplicabilidade como eixo condutor, e a temática da acessibilidade cultural como campo de investigação e proposição.