Participação da comunidade e compartilhamento de saberes regionais norteiam as atividades do Museu do Folclore de São José dos Campos

Com uma programação diversa, o espaço promove festividades, exposições e encontros que estimulam a difusão e valorização do saber popular

A 12ª edição do Encontro Paulista de Museus envolverá encontros presenciais no Museu do Ipiranga, assim como atividades online. Essa programação híbrida é uma maneira de ampliar o acesso do público para fora da capital paulista.

Entre as atividades virtuais está a sessão “Experiências Museológicas”, em que doze instituições e grupos de pesquisa apresentarão, em um vídeo-depoimento de cinco minutos, práticas museológicas inspiradoras e com potencial de promover discussões dentro da comunidade museal.

Sobre o espaço

Criado em 1986 pela Fundação Cultural Cassiano Ricardo a partir da Comissão do Folclore formada por formada por pesquisadores, educadores, agentes culturais, o museu atua no fortalecimento da identidade cultural regional ao valorizar o folclore, desenvolver ações que estimulem a apropriação do patrimônio cultural e, sobretudo, imaterial de São José do Campos, Vale do Paraíba e Litoral Norte.

“Preservamos em nosso acervo objetos-signos que representam o patrimônio e nossas ações possibilitam trazer o protagonismo a detentores de saberes e fazeres tradicionais da região”, reforça Francine. 

A programação do espaço é repleta de atividades, como festividades, culinária, música, dança, religiosidade, ofícios, e exposições de curta e longa duração. Em seu acervo, o museu conta objetos cotidianos que representam o patrimônio regional, como figuras, gamelas, cestarias, peneiras, ferramentas de marcenaria, carpintaria, sapataria.

“As peças de diferentes tipologias presentes no Museu do Folclore possuem um valor simbólico e representativo, diferente dos clássicos de objetos presentes em museus históricos. São objetos portadores de significados mais amplos, mas que muitas vezes não possuem um alto valor monetário agregado”, comenta Francine.

Um dos destaques da programação é a iniciativa Museu Vivo, que, por meio de suas atividades, valoriza o conhecimento construído no cotidiano regional a partir de pesquisas de campo e identificação de saberes da comunidade. São encontros com detentores dos saberes que transmitem à comunidade práticas cotidianas que estimulam a difusão e valorização do saber popular.

“O Museu Vivo promove a prática viva de diferentes expressões do patrimônio cultural regional e dá visibilidade aos saberes de diferentes fazedores da cultura popular da região, principalmente nas áreas do artesanato, da culinária e da música”, finaliza Francine. 

Para mais informações acesse: museudofolclore.org