Museu Tekoa Jopo’i realiza ações de sustentabilidade coletiva

O espaço cultural conecta movimentos sociais e resgata a memória dos bairros Perus, Anhanguera e Jaraguá – todos localizados na capital paulista

A 12ª edição do Encontro Paulista de Museus – EPM 2022 adotou o formato híbrido e a sessão “Experiências Museológicas” é uma das ações online que fazem parte da programação. Nela, instituições e grupos de pesquisa apresentam suas práticas museológicas inspiradoras. 

O Museu Territorial de Interesse da Cultura e da Paisagem Tekoa Jopo’i propõe diálogos, conecta movimentos sociais e resgata a memória dos bairros Perus, Anhanguera e Jaraguá, todos localizados na capital paulista, além de divulgar reivindicações que acontecem no território, por meio de ações coletivas que incentivam a sustentabilidade local.   

Vamos saber mais?

Criado pela Comunidade Cultural Quilombaque na região de Perus e Jaraguá, zona norte de São Paulo, o Museu Tekoa Jopo’i é um espaço educativo e colaborativo que busca ampliar os conhecimentos e experiências da comunidade, por meio de equipamentos, patrimônios culturais e naturais, diálogos e produção cultural. “Em todas as suas ações, o museu difunde histórias relacionadas à memória e ao afeto que existem no nosso território”, afirma Camila sobre a premissa do espaço.

A partir da concepção do museu criou-se o projeto Agência Queixadas de Desenvolvimento Eco Cultural Turístico, responsável por organizar e promover as trilhas educativas. O grupo percorre locais na região que foram fundamentais para o desenvolvimento do Brasil, desde a colonização até os dias de hoje, “o museu é formado por um acervo histórico, mas diferente dos espaços tradicionais, esse acervo é territorial e social, mostrando acontecimentos importantes do país a partir da nossa região”, comenta Camila.

A trilha “Jaraguá é Guarani” conta sobre a presença dos povos guaranis no território Jaraguá, suas origens e ancestrais, além do esforço para manter viva a cultura e a riqueza histórica. A atividade ainda conta sobre como a região foi explorada na extração de ouro e transformada para cultivo de café. Em “Trilha Ferrovias Perus-Pirapora” os visitantes conhecem a história do caminho de ferro e andam de trem no percurso de Perus até o Instituto de ferrovia Perus-Pirapora, localizado no Parque Anhanguera, finalizando a visita no museu de trens.

Já na trilha “Memória Queixadas” é contada a história dos trabalhadores da 1ª fábrica de cimento do Brasil, que em 1962 iniciaram uma greve que duraria sete anos, a maior da história sindical do Brasil. O grupo de trabalhadores lutavam pelo fim dos atrasos salariais e devidos reajustes, redução de jornada, melhoria das condições de trabalho, estabilidade, premiação por produção, recontratação de funcionários demitidos, entre outras reivindicações.

O Museu Tekoa Jopo’i também atua na reapropriação e ressignificação de locais públicos, como o espaço artístico Canhoba – Pandora, que conta com a gestão do grupo de Teatro Pandora, a 1ª Casa de Hip Hop de São Paulo e a Praça de Diversidade e Troca de Cultura.

Comunidade Cultural Quilombaque

Criada em 2005, a Comunidade Cultural Quilombaque é uma iniciativa, sem fins lucrativos, de um grupo de jovens de Perus que desenvolve ações para consolidar e manter o espaço como um polo de desenvolvimento cultural e educacional, além de envolver a comunidade na implantação de projetos e ações socioculturais, educacionais e econômicas da região.

Para mais informações acesse Museu Tekoa Jopo’i