Morre Jorge da Cunha Lima, um dos criadores do SISEM-SP

Imagem de Jorge Cunha Lima. Ele é um homem branco, cabelos e barbas grisalhos, usando um óculos de aros escuros, paletó preto e camisa listrada. Sorri para a foto à frente de uma estante de livros.
Jorge da Cunha Lima. Créditos: Reprodução do Facebook.

São Paulo, agosto de 2022 – A equipe do Sistema de Museus do Estado de São Paulo (SISEM-SP) lamenta a morte de Jorge da Cunha Lima, ex-Secretário de Comunicação e de Cultura do Estado, à época do governo de Franco Montoro (1983 a 1987). Jorge da Cunha Lima faleceu na última madrugada (17/08), aos 92 anos de idade. Ele foi um dos responsáveis pela institucionalização do SISEM-SP por meio do Decreto n° 24.634, de 1986. O Sistema de Museus do Estado de São Paulo é o mais antigo do Brasil.

A equipe do SISEM-SP reitera a importância de Jorge da Cunha Lima para a trajetória da organização, hoje uma referência de ação integrada e de articulação institucional democrática, com respeito à autonomia jurídico-administrativa, cultural e técnica. Sua contribuição, fosse à política, cultura ou comunicação, rendeu diversos prêmios como o EMMY-UNICEF (1997), Criança e Paz -Betinho (1997) e PNBE de Cidadania (1998), destaque imprensa. Em 1996, recebeu a Ordem do Mérito Cultural do Ministério da Cultura.

Formado em direito e jornalismo pela Universidade de São Paulo (USP) e administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), Lima também participou da institucionalização do Sistema Estadual de Arquivos e o de Bibliotecas (ambos fundados em 1984), reiterando a importância dos equipamentos culturais no contexto da redemocratização no Brasil.

Na política, coordenou comícios das Diretas Já, participando ativamente da campanha de Franco Montoro, que, depois de ser eleito governador, nomeou-o como secretário de Comunicação e, depois, da Cultura. Defensor da televisão estatal, Lima presidiu a Associação Brasileira das Emissoras Públicas Educativas e Culturais (ABEPEC). Também dirigiu a TV Cultura e foi presidente da TV Gazeta.

Como articulista escreveu para a Folha de S. Paulo, O Globo, O Estado de S.Paulo  e o Revue du Ena de Paris (França). Lima também se dedicou à literatura e publicou diversos livros, entre romances, poesias e ensaios.