EPMi Noroeste atraiu representantes de 25 municípios a Birigui

Programação teve conferência sobre gestão museológica, apresentação dos painéis “Infraestrutura e segurança” e “Gestão e governança”, bem como oficinas gratuitas

O Encontro Paulista de Museus itinerante Noroeste (EPMi Noroeste), realizado no Sesc Birigui, nos dias 26 e 27 de junho, pelo Sistema Estadual de Museus (SISEM-SP), instância da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, em parceria com a ACAM Portinari, Organização Social de Cultura, contou com a participação de representantes de 25 municípios de São Paulo.

O objetivo do encontro é debater assuntos relacionados a infraestrutura, segurança, gestão e governança de museus, além de estimular a troca de experiências entre os profissionais que atuam na área.

A agenda do primeiro dia, dedicada a conferência e mesas de discussão, foi aberta pelo coordenador da Unidade de Preservação do Patrimônio Museológico da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Antônio Lessa, que destacou a parceria com o SISEM-SP e ACAM Portinari na realização do EMPi Noroeste, visando o  fortalecimento dos museus paulistas. Participaram da cerimônia de abertura a diretora executiva da ACAM Portinari, Angelica Policeno Fabbri; o diretor do Grupo Técnico de Coordenação do SISEM-SP, Davidson Kaseker; o gerente do Sesc Birigui, Silvio Luís França e Eldinalva Maria de Jesus dos Reis, chefe da seção de bibliotecas da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo.

Além de Birigui, o encontro contou com a participação de representantes de outros 24 municípios paulistas como Álvares Machado, Penápolis, Regente Feijó, Tupã, Presidente Prudente, Jales, Adamantina, Parapuã, Ouroeste, Votuporanga, Pereira Barreto, Rosana, Lourdes, Araçatuba, Uchoa, Arco-Íris, Garça, Rubinéia, Iepê, Fernandópolis, São José do Rio Preto, São Paulo, Ribeirão Preto e Brodowski.

A museóloga Renata Cittadin, do Memorial da Inclusão, conduziu a conferência sobre gestão museológica, focando no processo de adequação pelo qual o Museu Nacional de Imigração e Colonização de Joinville (SC) passou desde sua criação.

Na sequência, foram apresentados dois painéis que trouxeram relatos e exemplos de ações desenvolvidas na macrorregião Noroeste: “Infraestrutura e segurança”, com mediação de Maria Bernadete Garcia Ferreira de Almeida (Representante Regional do SISEM-SP) e participação de Evandro Ferreira da Silva Jr (Museu Água Vermelha de Ouroeste), Neide Barrocá Faccio (UNESP) e Angelica Fabbri (ACAM Portinari) e “Gestão e governança”, que foi mediado por Maria Aparecida Ribeiro (Representação Regional do SISEM-SP) e teve como participantes Lidiane Damaceno (Museu Akäm Oräm Krenak, da Terra Indígena Índia Vanuíre), Alessandra Jorge Nadai (Museu Histórico e Pegadógico Memorialista Gláucia Maria de Castilho Muçoucah Brandão, de Penápolis) e Leonardo Paschoa (Museu de Paleontologia Pedro Candolo, de Uchoa).

“O encontro cumpre muito bem o seu papel informativo ao ser palco de experiências e cases que tiveram um ótimo resultado e que podem servir de exemplo para os museus de todos os portes da macrorregião Noroeste. Quem participa do EPMi pode perceber que  os problemas enfrentados nas instituições, sejam de esferas municipais, estaduais ou federais são muito similares”, diz Davidson Kaseker.

O segundo e último dia do EPMi Noroeste foi inteiramente dedicado a três oficinas gratuitas. “Rotinas de manutenção em museus”, com Denis de Blasis (Fundação Energia e Saneamento), falou sobre a importância da manutenção preventiva e permanente das edificações onde funcionam os museus. A oficina “CEM-SP: gestão de segurança de acervo”, com Ana Carolina Ávila e Michael Argento (ambos da equipe ACAM Portinari”, apresentou o Cadastro Estadual de Museus (CEM-SP) e seus parâmetros, tendo como ênfase os itens que dizem respeito, diretamente, à segurança dos acervos. O consultor André Fonseca comandou a atividade “O design de experiência como estratégia de aproximação dos públicos”, criada a partir de um cenário em que a era digital vem alterando significativamente os modos de desenvolvimento de uma ação cultural e os comportamentos e hábitos dos públicos, cada vez menos espectadores e mais cocriadores. Dentro desse cenário, a questão da “experiência” torna-se fundamental para se pensar a comunicação e as relações com o público.

Fonte: SISEM-SP