Casa de Cultura Fazenda Roseira é referência no fortalecimento e visibilidade da memória cultural de matriz africana

O equipamento público, em Campinas, ocupa um antigo casarão construído no século XIX no qual são realizadas ações culturais e educativas, a partir do jongo, dança de origem africana

O 12º Encontro Paulista de Museus – EPM 2022 adotou o formato híbrido e contará com diversas atividades online, a serem divulgadas nas redes sociais do Sistema Estadual de Museus de São Paulo (SISEM-SP).

A sessão “Experiências Museológicas” contará com a participação de instituições e grupos de pesquisa que apresentarão suas atividades e destrezas com potencial para integrar as práticas museológicas. Convidamos então a Casa de Cultura Fazenda Roseira, equipamento situado em Campinas e gerido pela Comunidade Jongo Dito Ribeiro.

Vamos saber mais?

A Casa de Cultura Fazenda Roseira funciona em um casarão construído no século XIX no município de Campinas. O endereço se tornou equipamento público em 2007 devido ao engajamento de movimentos negro e populares da cidade. Gerida pela Comunidade Jongo Dito Ribeiro, a instituição visa a preservação, compartilhamento e a difusão da cultura de matriz africana.

Segundo Alessandra Ribeiro, coordenadora geral e relações institucionais da Casa, o espaço oferece uma experiência única aos visitantes que buscam saber mais sobre a cultura afro-brasileira. “As atividades instigam o tato, a audição, o olfato, apresentam a nossa cosmovisão ambiental, além de brincadeiras, jogos africanos e, claro o Jongo”, revela.

Referência de patrimônio material e imaterial, a Casa de Cultura Fazenda Roseira também promove ações educativas abordando a cultura, a história, a mitologia e o meio ambiente, a partir da perspectiva afro-brasileira. Essas atividades contemplam alunos da rede básica de ensino e profissionais da educação.

Para manter o espaço, os gestores contam com parcerias e patrocínios da iniciativa privada, além da participação ativa de voluntários. Eventos e cursos formativos, realizados ao longo do ano, também são fontes de arrecadação da verba necessária para o funcionamento da Casa.

A programação costuma girar em torno do jongo, dança de origem africana praticada pelos escravos nas poucas horas de descanso. Um patrimônio imaterial importante para a visibilidade e o fortalecimento da cultura afro-brasileira, diretamente da senzala para ocupar a casa grande.

Para mais informações, acesse: @fazendaroseira