Arqueperifa cria laboratório de informação e inovação

Coletivo periférico de educomunicação com atividades voltadas para a valorização e o desenvolvimento comunitário e territorial dos bairros Parelheiros e Marsilac


A 12ª edição do Encontro Paulista de Museus – EPM 2022 adotou o formato híbrido. A sessão “Experiências Museológicas” é uma das ações online que fazem parte da programação. Nela, algumas instituições e projetos foram convidados a compartilhar suas práticas e saberes.

Hoje apresentamos o Arqueperifa, um coletivo periférico de educomunicação. Suas atividades buscam a valorização e o desenvolvimento comunitário e territorial dos bairros Parelheiros e Marsilac, ambos localizados na capital de São Paulo.

No vídeo, que você pode conferir em nossas redes sociais, Julia Biaggioli e Carina Tigre, integrantes do grupo, falam sobre as atividades de educação e sobre o engajamento que o coletivo possui entre os jovens periféricos.


Vamos saber mais?

Em 2020, o coletivo foi selecionado para o projeto de formação da Viração Educomunicação, realizado em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). Nesse evento, os participantes precisaram criar um projeto solucionando um problema que carecia de solução imediata nos bairros da região. “A problemática levantada pelo grupo foi a falta de acesso à informação dentro dos bairros de Parelheiros e Marsilac”, destaca Julia Biaggioli.

A partir do financiamento coletivo online, o grupo criou o Laboratório de (In)formação e Inovação (Lab²), um espaço com ferramentas para moradores e coletivos das regiões acessem informações sobre o bairro, idealizado para quem quisesse trabalhar ou fazer reuniões, além de possibilitar uma programação de oficinas, cursos e palestras.

A metodologia para a criação do Lab² foi aplicada na criação de mais dois projetos: o Respeita a Minha História e o A Caminhada: memória e resistência dos marcos de luta no centro de Parelheiros. A primeira edição do Respeita a Minha História, realizada em parceria com o Coletivo Quilombaque, Quebrada Maps e Sesc Interlagos, focou na formação em ancestralidade e pertencimento de residentes dos bairros Parelheiros e Marsilac.

Assim, jovens periféricos puderam investigar histórias de seus bairros. “O laboratório do Respeita Minha História buscou conhecer quem veio antes, por meio da trajetória familiar e pela escuta das lutas comunitárias dos bairros”, comenta Karina Tigre, integrante do coletivo. A formação focou na educomunicação, e na elaboração de uma cartografia social que promovesse um turismo de “re-existência”. “Trabalhamos para que ‘o sujeito se aproprie da própria palavra’ e que, como jovens periféricos, sejamos protagonistas nessa reconstrução”, ressalta o coletivo.

No fim de 2022, o coletivo iniciará o projeto A Caminhada. A iniciativa pretende conectar a história de Parelheiros com a história do Brasil por meio de marcos importantes da trajetória do país até os dias atuais. A formação responderá a questionamentos fundamentais para conhecer mais sobre o território de Parelheiros: Como o território se construiu? Quem construiu? E quais foram as pessoas que se movimentaram e se movimentam até hoje para a construção desse território?   

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