Venda de ingressos para visitar o Museu da Língua Portuguesa

Instituição reabre para visita pública a partir de 31 de julho

Já está liberada a venda de ingressos para a visitação ao Museu da Língua Portuguesa, que reabrirá ao público a partir de 31 de julho, com a exposição temporária Língua Solta. Para garantir o seu, clique aqui, os convites são limitados.

Os ingressos custam R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia), crianças com até 07 anos de idade não pagam. A entrada é gratuita aos sábados. A emissão antecipada de ingresso é obrigatória mesmo para quem tem direito à gratuidade. 

O Museu da Língua Portuguesa funcionará de terça a domingo, das 9h às 16h30, com permanência até as 18h.Em virtude da pandemia de Covir-19, foram instauradas algumas regras básicas, como acesso exclusivamente mediante compra antecipada de ingresso; limite de 40 pessoas a cada 45 minutos, com visita em percurso unidirecional e uso obrigatório de máscara, medição de temperatura e álcool em gel.

Exposição

Com curadoria de  Fabiana Moraes e Moacir dos Anjos, a mostra temporária Língua Solta revela a língua portuguesa em seus amplos e diversos desdobramentos na arte e no cotidiano por meio de um conjunto de artefatos que ancoram seus significados no uso das palavras, como objetos da arte popular e da arte contemporânea, apresentados de maneira diversificada.

Ao todo, 180 peças compõem a mostra, em cartaz no primeiro andar do museu até o dia 03 de outubro de 2021. Logo no início, uma das pontas de entrada na sala exibe Eu preciso de palavras escritas, manto bordado por Arthur Bispo do Rosário e, na outra, quatro estandartes de maracatu rural, trazidos de Pernambuco para a mostra.

Atrás dos estandartes, uma parede exibe a projeção de memes do coletivo Saquinho de Lixo e, na parede oposta, o mural  Zé Carioca e amigos (Como almoçar de graça), de Rivane Neuenschwander, convida o público a escrever e desenhar em giz o que lhe passar pela cabeça naquele momento, numa parede transformada em base para histórias em quadrinhos.

Nos primeiros metros do percurso, portanto, os visitantes terão contato com o embaralhamento proposto pelos curadores e que dá a tônica de toda a exposição, conectando a arte à política, à vida em sociedade, às práticas do cotidiano e às formas de protesto, de religião e de sobrevivência – sempre atravessados pela língua portuguesa.

Cartazes de rua, cordéis, brinquedos, revestimento de muros e rótulos de cachaça se misturam em todo o espaço às obras de Mira Schendel, Leonilson, Rosângela Rennó, Jac Leirner, Emmanuel Nassar, Elida Tessler e Jonathas de Andrade, dentre outros artistas contemporâneos.

O projeto assume a língua como operador social que não somente reflete, como também reorganiza formas de vida. A mostra abriga, de modo intuitivo e lúdico, algumas das estratégias criativas que, estruturando imagens e objetos os mais distintos, sugerem e desdobram o poder que a língua tem de emancipar.

Os curadores destacam a obra de Maria de Lourdes, caruaruense, evangélica, que vende livros artesanais datilografados por ela mesma, a menos de R$ 1. Maria circula com um crachá com seu nome e a profissão autodeclarada de escritora pelas ruas da cidade, pouco preocupada com as estruturas culturais e mercadológicas que costumam chancelar quem pode ou não dizer-se escritor – numa forma involuntária de quase-protesto.

Fonte: Museu da Língua Portuguesa