Vaticano guarda obras-primas da arte

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Parte do afresco “O Juízo Final”, de Michelangelo, que fica na capela Sistina

 
Quando os cardeais escolherem o papa que sucederá Bento 16, uma fumaça branca sairá pela chaminé da capela Sistina, no Vaticano.
 
Quem já esteve na capela certamente vai se lembrar do ambiente de riqueza singular na história da arte, pelos afrescos do teto, com cenas bíblicas pintadas por Michelangelo, entre 1508 e 1512.
 
Quem nunca esteve na Santa Sé, porém, não deve se contentar com as imagens da praça São Pedro, agora incessantemente exibidas pela TV.
 
São as obras-primas bem guardadas no interior de capelas e salões do Vaticano que fazem valer a pena a espera em longas filas.
 
A CAPELA DE SISTO
 
Nenhum outro ambiente fechado, na Itália ou fora dela, reúne uma profusão tão densa e prestigiosa de pinturas do Renascimento como a capela Sistina.
 
Construída pelo papa Sisto 4º (daí o nome) no final do século 15, a capela tem apenas 41 m por 13,5 m, pequena, portanto, para acomodar os milhões de turistas que a visitam anualmente.
 
Fica do lado direito da basílica de São Pedro. Mas os visitantes só podem acessá-la pelo Museu do Vaticano.
Nas eleições de um papa, até há alguns anos, os cardeais votavam, alimentavam-se e dormiam dentro da capela.
 
Ainda hoje eles são mantidos incomunicáveis, mas agora ocupam um alojamento mais confortável, a Casa de Santa Marta.
 
Por: João Batista Natali