USP propõe novos indicadores de desempenho para seus museus e coleções

A proposta foi elaborada pelo Escritório de Gestão de Indicadores de Desempenho Acadêmico, em parceria com os museus estatutários e o IEB

O Escritório de Gestão de Indicadores de Desempenho Acadêmico (Egida) apresentou uma proposta de novos indicadores de desempenho desenvolvidos especialmente para os museus e as coleções da Universidade de São Paulo (USP). O objetivo é contribuir para dar mais visibilidade às atividades realizadas por essas áreas, ao mesmo tempo em que fornece informações importantes para os gestores.

A proposta foi elaborada por um grupo de trabalho formado por dirigentes e especialistas dos quatro museus estatutários – Museu Paulista (MP), Museu de Arte Contemporânea (MAC), Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) e Museu de Zoologia (MZ) – e do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB), sob a coordenação do Egida.

“Nosso propósito era construir coletivamente um conjunto de indicadores que tivessem um significado real para as atividades desenvolvidas pelos museus. Ficamos muito satisfeitos com o resultado do trabalho, que contribui para o aprimoramento e ampliação de indicadores acadêmicos e do conhecimento institucional”, explica o coordenador do Escritório, Aluísio Segurado.

O grupo trabalhou na revisão de indicadores já existentes, no desenvolvimento de indicadores específicos, na reformulação das informações sobre museus que constam no Anuário Estatístico da USP e na definição de um glossário de termos técnicos pertinentes. Os indicadores foram elaborados com base em parâmetros internacionais e classificados em cinco categorias: acervo, ação educativa, comunicação, gestão e pesquisa.

O relatório final do grupo de trabalho também recomenda a realização de uma pesquisa sobre o perfil do público que frequenta os museus e a criação de outro grupo de trabalho, dedicado ao estudo dos arquivos administrativos da Universidade.

O reitor Vahan Agopyan parabenizou o trabalho de toda a equipe e ressaltou que “esse é um grande avanço no sentido de mostrar a relevância de nossos acervos e dar o devido reconhecimento aos museus na estrutura da Universidade”.

Para a diretora do IEB, Diana Vidal, “a proposta elaborada pelo GT significou um passo importantíssimo na direção de dar maior visibilidade ao trabalho realizado nas instituições de salvaguarda de acervos na USP e conferir maior transparência aos procedimentos efetuados na preservação e extroversão do patrimônio cultural sob sua responsabilidade”.

A diretora do Museu Paulista, Rosaria Ono, destacou a importância de uma “constante revisão e aprimoramento dos indicadores, com vários acréscimos, a fim de contemplar não só as atividades de atendimento ao público, mas também outras que os museus universitários desenvolvem para a difusão do conhecimento, como pesquisa com acervos, curadorias de acervos e exposições, salvaguarda de acervos de interesse histórico-cultural, cursos e palestras, elaboração de publicações”.

Fonte: Jornal da USP / Por Erika Yamamoto