Projeto “Usina de Memórias” resgata história da Henry Borden

Pesquisa de história oral reúne depoimentos de trabalhadores da Usina de Cubatão e tem parte de seu conteúdo lançado em DVD

ELE CEI CUB 002-07 324 2

Com o objetivo divulgar novas fontes históricas, a Fundação Energia e Saneamento, em parceria com o Ministério da Cultura, lança o projeto “Usina de Memórias”, uma pesquisa de história oral sobre a usina Henry Borden, de Cubatão, e que reúne entrevistas com os trabalhadores atuais, aposentados e moradores do local.

O conteúdo do projeto está sintetizado em um DVD, onde é possível acessar a pesquisa histórica, linha do tempo e depoimentos de funcionários que até hoje permanecem na usina, com a segunda ou terceira geração de suas famílias. A íntegra das entrevistas está disponível no acervo da Fundação e pode ser consultada em seu Núcleo de Documentação e Pesquisa, mediante agendamento prévio. O Núcleo está localizado na Rua do Lavapés, 463. No bairro do Cambuci, em São Paulo – 11 3276 4747.

Usina Henry Borden e o Projeto da Serra

A Usina Henry Borden foi a obra principal do chamado “Projeto da Serra”, um investimento gigantesco na produção de energia elétrica empreendido pela The São Paulo Tramway, Light and Power Company Limited, a Light, entre as décadas de 1920 e 1960. O projeto teve grande impacto econômico, social e ambiental e incluiu a construção da usina hidrelétrica, em Cubatão – pioneira mundialmente, para a época – e de reservatórios e barragens na Serra do Mar, além de inversões e canalizações de rios.

Para dar início ao empreendimento, o engenheiro americano Asa White Kenney Billings veio ao Brasil fazer um estudo sobre a melhor área para implantação da Henry Borden. A região de Cubatão foi escolhida porque se situava entre as duas maiores e mais importantes cidades do Estado de São Paulo, a capital e Santos. A usina também estava próxima à estrada de ferro da São Paulo Railway (Santos – Jundiaí), que seria útil no transporte do material pesado para a construção da empreitada. Além disso, devido ao desnível de 720 metros entre o topo da serra e o nível do mar, as águas ganhavam força e, em queda nas adutoras, movimentariam as turbinas da usina. Assim, as obras tiveram início em 1925, com cerca de seis mil operários trabalhando desde onde seria o Reservatório do Rio das Pedras até o local da usina, no pé da serra. As narrativas do DVD “Usina de Memórias” contribuem para a compreensão da importância histórica do “Projeto da Serra” no desenvolvimento de São Paulo.

Sobre a Fundação Energia e Saneamento

Criada em 1998, a Fundação Energia e Saneamento pesquisa, preserva e divulga o patrimônio histórico e cultural dos setores de energia e de saneamento ambiental. Atuando em várias regiões do Estado de São Paulo por meio da Rede Museu da Energia, do Espaço das Águas e do Núcleo de Documentação e Pesquisa, realiza ações culturais e educativas que reforçam conceitos de cidadania e incentivam o uso responsável de recursos naturais.

Fonte: Assessoria de Imprensa