Diretrizes da Política SP de Museus e Sustentabilidade
Eixo Sustentabilidade AmbientalEixo Sustentabilidade SocialEixo Sustentabilidade CulturalEixo Sustentabilidade Econômica
DIRETRIZ 1: Minimizar o uso de recursos materiais, evitar a geração de resíduos, minimizar a emissão de poluentes de ar, água e solo e descartar adequadamente efluentes e demais resíduos gerados pelo museu.DIRETRIZ 1: Promover a preservação, valorização, compreensão crítica e usufruto responsável do patrimônio cultural e natural, em âmbito local, regional, nacional e global, através da ação educativa diversificada e inclusiva.DIRETRIZ 1: Promover a compreensão e o respeito à diversidade cultural, estimulando a convivência dialógica no museu e no território, em âmbito local, regional, nacional e global.DIRETRIZ 1: Estabelecer planos anuais de ações com metas e indicadores de sustentabilidade econômica, que apresentem a previsão de receitas, com indicação das fontes de recursos, e a previsão das despesas, com indicação dos principais grupos de gastos para as atividades de gestão, preservação e comunicação do museu.
DIRETRIZ 2: Reduzir e otimizar o uso de energia, água e outros insumos, priorizando o uso de recursos renováveis.DIRETRIZ 2: Adotar políticas institucionais que promovam a inclusão, de maneira a refletir na estrutura institucional a pluralidade da sociedade em seu espectro mais amplo.DIRETRIZ 2: Reconhecer e dialogar com diferentes culturas, passadas e presentes, com vistas à convivência entre elas e o cuidado e manutenção de todas as espécies na Terra no presente e futuro.DIRETRIZ 2: Buscar diversificação de fontes de recursos que envolvam novos formatos de captação, serviços e produtos, respeitando-se as demais diretrizes museológicas.
DIRETRIZ 3: Manter áreas verdes em suas áreas internas e priorizando a construção de parcerias para manter, recuperar e ampliar áreas verdes em sua vizinhança, utilizando preferencialmente espécies nativas em favor do equilíbrio ecossistêmico.DIRETRIZ 3: Criar instâncias participativas e deliberativas que reflitam a pluralidade da sociedade (étnica, de gênero, etária, dentre outras), e contribuam na gestão e ações do museu.DIRETRIZ 3: Estabelecer alianças e parcerias com outros museus e organizações culturais visando cooperação técnica e ações transversais e complementares.DIRETRIZ 3: Desenvolver programas para melhorar a eficiência da edificação do museu, seu gerenciamento e manutenção, com o objetivo de diminuir custos a curto, médio e longo prazo.
DIRETRIZ 4: Disseminar as diretrizes ambientais entre seus trabalhadores, fornecedores, parceiros, público e sociedade.DIRETRIZ 4: Atuar de forma intersetorial nas questões sociais proeminentes, em parceria com instituições para além do campo cultural, a fim de potencializar ações que favoreçam a promoção da equidade social.DIRETRIZ 4: Estabelecer uma política de produção e programação cultural baseada em processos transversais de valorização da diversidade como vetor de inclusão social.DIRETRIZ 4: Desenvolver campanhas para ampliar a conscientização de tomadores de decisão e financiadores sobre o papel dos museus e necessidades de ampliação de financiamento público ou privado.
DIRETRIZ 5: Dar constante visibilidade pública aos fatores que mais contribuem para a insustentabilidade ambiental de modo a evoluir a conscientização sobre a importância da sustentabilidade ambiental e do papel de cada um.DIRETRIZ 5: Elaborar e implementar, de forma intersetorial e com participação de representações do público pretendido, programas de diversificação de público (idosos, pessoas com deficiência, trans em situação de vulnerabilidade, pessoas egressas do sistema prisional, indígenas, quilombolas, refugiados, dependentes químicos, dentre outros), legitimados por suas respectivas representações e lideranças.DIRETRIZ 5: Ampliar o acesso ao patrimônio museológico e aos meios de produção cultural e formação de público abrangendo diferentes faixas etárias, situações socioeconômicas, gêneros e etnias.DIRETRIZ 5: Trabalhar com empresas e prestadores de serviços que adotem políticas de responsabilidade social e boas práticas com relação ao meio ambiente, privilegiando, sempre que possível, contratações e compras locais.
DIRETRIZ 6: Promover e compartilhar ações para o desenvolvimento socioeconômico da sociedade, atentos à minimização dos fluxos de energia e matéria.DIRETRIZ 6: Estabelecer a programação cultural baseada na participação representativa e em processos transversais de valorização da diversidade como vetor de equidade social.DIRETRIZ 6: Instituir uma política de comunicação museológica pautada pelo reconhecimento e análise da diversidade do público.DIRETRIZ 6: Ampliar a transparência das informações institucionais e a publicização de suas políticas de governança, compras e contratações, apresentando periodicamente relatórios técnicos e financeiros das ações realizadas, em linguagem acessível.
DIRETRIZ 7: Instituir programa de sustentabilidade por meio de um comitê representativo e participativo, visando a implantação de processos e ações com metas e indicadores alinhados aos objetivos do desenvolvimento sustentável.DIRETRIZ 7: Garantir acessibilidade (atitudinal, arquitetônica, comunicacional, instrumental, metodológica e programática) nas ações desenvolvidas pelo museu.DIRETRIZ 7: Garantir nos programas e projetos a valoração dialética entre bens culturais materiais e imateriais, assim como as referências às culturas universalizadas de etnias e de grupos indentitários.DIRETRIZ 7: Assumir a gestão museológica como elemento integrador e qualificador de processos e práticas institucionais comprometidas com a qualidade do serviço ofertado à sociedade.
DIRETRIZ 8: Estender gradativamente as ações e processos do programa de sustentabilidade a toda a cadeia de fornecedores do museu, valorizando arranjos produtivos locais de base comunitária. DIRETRIZ 8: Realizar de maneira sistêmica e continuada ações externas e intersetoriais, visando estabelecer conexões com o público da vizinhança, com populações em situação de vulnerabilidade social e com populações à margem das políticas públicas.DIRETRIZ 8: Propiciar, no espaço museal, a experimentação e fruição das múltiplas linguagens das artes, compreendendo-as como expressões que contribuem para reforçar vínculos sociais e criar novos relacionamentos e possibilidades de interação.DIRETRIZ 8: Dotar o museu de estrutura técnica, administrativa e de liderança especializada e profissionalizada, alinhada a uma governança plural, socialmente engajada e participativa.
DIRETRIZ 9: Mensurar, monitorar e reduzir o volume de emissão de gases de efeito estufa (GEE) gerados pelo funcionamento do museu.DIRETRIZ 9: Promover a qualificação no ambiente de trabalho, garantindo segurança e saúde laboral aos trabalhadores do museu.DIRETRIZ 9: Atuar em redes de museus que promovam colaborativamente o desenvolvimento institucional, contribuindo para a democracia cultural a partir de processos participativos e inclusivos.DIRETRIZ 9: Dotar o museu de recursos tecnológicos, profissionais e formações adequados às necessidades contemporâneas.
DIRETRIZ 10: Atuar por meio de sua programação cultural para gerar reflexões sobre a mudança de padrões de produção e consumo em favor do meio ambiente e, ao mesmo tempo, converter-se em exemplo, a partir do qual se promovam e projetem os seus compromissos com o meio ambiente e a comunidade.DIRETRIZ 10: Constituir gestão e governança pautadas por ações e processos transversais que valorizem a integração e o trabalho colaborativo das equipes.DIRETRIZ 10: Exercer sua função social e comprometer-se com a participação ativa na vida pública, constituindo-se como espaço democrático de vivência cultural, de exercício dos direitos culturais e de ampliação de repertórios culturais.
DIRETRIZ 11: Criar e implantar uma política de recursos humanos que fomente a participação, a construção de consensos e o desenvolvimento profissional e pessoal.DIRETRIZ 11: Desenvolver ações afirmativas de sustentabilidade cultural quanto aos temas da decolonialidade e das equidades racial e de gênero.
DIRETRIZ 12: Estabelecer planos anuais de ações com metas e indicadores qualitativos e quantitativos de sustentabilidade cultural.