POEMA DE CASTRO ALVES VIRA INSTALAÇÃO NO MUSEU AFRO BRASIL

Após cerca de seis meses sem atividades presenciais, o Museu Afro Brasil reabriu para o público com as exposições de longa duração, a mostra temporária “Heranças de Um Brasil Profundo” e a instalação “Castro Alves – 150 anos do poema O Navio Negreiro”.

Idealizada e concebida por Emanoel Araujo, diretor do museu, a instalação “Castro Alves” é uma homenagem aos 150 anos do poema O Navio Negreiro, do poeta oitocentista. Realizada em diferentes planos, a montagem coloca em dimensões tridimensionais a conhecida litogravura “Escravos negros no porão do navio”, de Johann M. Rugendas, ladeada por plotagens de Hansen Bahia (1915-1978), xilogravurista alemão radicado no Brasil. Outro destaque da instalação está em trilha sonora, cuja leitura do poema é feita pelas vozes de Caetano Veloso e Maria Bethânia, sob harmonia e ritmo de Carlinhos Brown.

O visitante ainda poderá conferir as mais de oito mil obras que compõem a exposição de longa duração do museu. Dividida em seis núcleos temáticos, essa mostra aborda temas relacionados à arte, cultura, história e memória africana e afro-brasileira. Um acervo que valoriza e preserva o patrimônio nacional.

A exposição temporária “Heranças de um Brasil Profundo”, inaugurada em janeiro de 2020, conta com curadoria de Araujo. Nela, o público pode entrar em contato com fotografias, esculturas, pinturas e instalações que remontam aos universos culturais indígenas. A mostra traz mais de 500 peças produzidas e por diversos olhares indígenas e não-indígenas.

Protocolos de Saúde

Para retomar as atividades presenciais, o museu adotou o protocolo de saúde previsto no Plano São Paulo, que prevê a adoção das seguinte medidas: redução de 60% da capacidade máxima de público; distanciamento do público de 1,5 metro, com sinalizações no piso; corredores devem ter espaçamento de 2 metros para permitir a circulação de pessoas; criação de comunicados visíveis ao público sobre as medidas de segurança e higiene adotadas pelo estabelecimento e capacidade permitida do espaço; direcionar o uso de elevadores apenas para pessoas com deficiência ou dificuldade de locomoção; adoção de ingressos digitais, bem como conferência visual ou por meio de leitores óticos, sem contato manual do atendente; garantir obrigatoriedade do uso de máscaras por todos, do público a equipe de atendimento; realizar desinfecção diária do local que receberá o público; além de disponibilização de álcool em gel 70% para higienização das mãos.


Fonte: Museu Afro Brasil