Pinacoteca expõe novas obras de seu acervo

Quatro obras de arte incorporadas recentemente estão expostas pela primeira vez na Pinacoteca de São Paulo. Até o dia 17 de junho, é possível visitar os trabalhos de Regina Parra, Marcius Galan, Débora Bolsoni e Matheus Rocha Pitta.

Com patrocínio da Água Ama, as obras ocupam quatro salas (A, B, C e D) contíguas à exposição de longa duração no 2º andar da Pina Luz. O conjunto propõe um contraponto entre o histórico e o contemporâneo a partir do próprio acervo da instituição e tem curadoria do Núcleo de Pesquisa e Curadoria da Pinacoteca.

Na sala A, vê-se a obra “Seção (prisma fumê)”, 2010, de Marcius Galan, que integra uma série de trabalhos nos quais o artista cria ilusões óticas a partir de intervenções em ambientes com linhas traçadas no espaço, combinadas a um jogo cromático e ao uso da luz como elemento pictórico. A obra, que foi adquirida pelo programa Patronos da Arte Contemporânea do museu, dispõe de certa complexidade visual e estabelece um espaço ambíguo e instável, demandando uma inspeção cuidadosa por parte do espectador.

“Lição de mimese” (2004-2006), de autoria da carioca Débora Bolsoni, doada pelo Iguatemi no contexto da SP-Arte 2017, está exposta na sala B. Considerado um trabalho crucial na trajetória da artista, é composto de várias lousas recortadas em diferentes formatos e emolduradas em madeira, à semelhança de espelhos. Esses espelhos, que nada refletem, podem, no entanto, receber desenhos riscados com giz, o que traz à discussão o efeito mimético da arte e sua capacidade de duplicar a realidade.

A obra “Chance” (2015-2017), da paulista Regina Parra, adquirida por meio do programa de Patronos da Arte Contemporânea, chegou a ser instalada em meio à Mata Atlântica do Parque Laje e no Parque do Ibirapuera e, agora, é exibida na sala C. O trabalho, o primeiro que o museu adquire da artista, traz a frase “A grande chance” em neon vermelho, e apresenta-se como um portal ambíguo podendo tanto ser interpretado como uma promessa quanto uma ameaça.

Na sala D, o mineiro Matheus Rocha Pitta apresenta a instalação interativa composta de cubos de concreto “Primeira pedra”, doada ao museu pelo próprio artista e pela galeria que o representa. Com tamanho ideal para acomodar-se em uma mão e dispostos no chão do espaço sobre folhas de jornal do dia anterior, os cubos são oferecidos ao público não por dinheiro, mas por uma outra pedra: para possuí-los, o visitante deve sair do museu e trazer a primeira pedra que encontrar.

A obra radicaliza o conceito de múltiplo no qual cada peça poderá ser levada pelo visitante como obra para casa, afirmando-se, dessa forma, um vínculo entre o museu e a cidade por meio do gesto de cada indivíduo. Também serão exibidas quatro obras da série Acordo, que é constituída de lajes que trazem um arquivo de fotografias recortadas de jornais, retratando pessoas performando acordos – gestos como apertos de mão, abraços, beijos.

SERVIÇO:

Pinacoteca de São Paulo

Até 17 de junho de 2019
De quarta a segunda-feira, das 10h às 17h30 – com permanência até as 18h

Praça da Luz, 2, São Paulo (SP)
Ingressos: R$ 10 (entrada); R$ 6 (meia-entrada para estudantes com carteirinha)
Menores de 10 anos e maiores de 60 são isentos de pagamento
Aos sábados, a entrada da Pina é gratuita para todos.
Amigo da Pina tem acesso ilimitado, além de desconto na loja e no café. Também pode participar de visitas guiadas e outros eventos com a equipe da Pinacoteca. Para saber mais sobre o programa, acesse: http://pinacoteca.org.br/apoie/amigos-da-pina/

Fonte: (Pinacoteca de São Paulo)