Pinacoteca disponibiliza exposição de Arte Naïf para visitas imersivas

Originalmente interrompida pelo início das medidas de distanciamento social na contenção da COVID-19, a exposição “Dinda Sanson: uma representante da Arte Naïf brasileira em Bauru”, da artista Myriam Therezinha Vanzella Sanson, foi adaptada ao ambiente virtual e está disponível para visitas imersivas.

A atividade é promovida pela Secretaria de Cultura, por meio da Pinacoteca Municipal de Bauru – Casa Ponce Paz, e faz parte do Projeto Museus em Casa, que tem como objetivo proporcionar à população uma educação cultural, histórica e patrimonial.

O acervo é o resultado da conservação e do restauro fomentado pelo Programa de Estímulo à Cultura de Bauru, executado pela restauradora Adriana Vera Duarte e proposto por Eric Max Hess.

É possível acessar a exposição clicando aqui a partir do smartphone, tablet ou notebook.

Quem foi Myriam Terezinha?
Myriam Therezinha Vanzella Sanson, a Dinda, como passou a ser reconhecida, nasceu em 18 de agosto de 1930, em Guarantã (SP). Morando em Bauru, foi uma das primeiras artistas a trabalhar com a Arte Naïf na cidade. Atuando como professora no Ensino Infantil, dedicou-se à pintura, iniciando com a porcelana e, posteriormente, desenvolveu a pintura em tela com suas primeiras exposições na década de 80. Em Bauru, seu ateliê localizava-se na Rua Gerson França.

Ao longo de sua carreira, a artista plástica expôs em todo o Brasil, participando de diversas exposições coletivas e individuais. Ao alcançar reconhecimento internacional suas obras chegaram às galerias da França, Portugal, Estados Unidos, Itália e Japão. Seus quadros estão também espalhados em acervos públicos e particulares, tais como o Museu do Sol de Penápolis, o Museu Primitivista de Assis, a Maria Calas Art Gallery em Miami (Flórida/EUA), e South Florida Art Center em Miami (Flórida/EUA).

Conheça mais sobre a Arte Naïf
A Arte Naïf, também conhecida como “arte ingênua”, retrata imagens rurais, cotidianas, festejos religiosos e populares, sendo proferida por artistas, em sua maioria, autodidatas, que se pautam na espontaneidade, individualidade e nacionalidade, sem o enquadro em uma tendência artística ou acadêmica.

Ao lado de países como França, Itália, Haiti e ex-Iugoslávia, o Brasil teve uma grande representatividade no estilo, alcançando notoriedade na década de 50. Fonte: Social Bauru, por Juliana Oba