Obras de reforma do Museu Paulista (Museu do Ipiranga) terão início no dia da Independência do Brasil

A reforma do Museu Paulista, conhecido como Museu do Ipiranga, após fase de captação de patrocinadores, terá início no dia 7 de setembro, data em que se comemora a Independência do Brasil.

Com orçamento de R$ 160 milhões e projeto elaborado pelo governo do Estado e pela Universidade de São Paulo (USP), o monumento de 123 anos e seus jardins serão totalmente recuperados. A entrega foi prometida para a festa dos 200 anos da Independência do Brasil, em setembro de 2022. Serão adicionados mais cinco mil m2 de área para exposições e atividades culturais de total acessibilidade. Estão previstos ainda auditório, cafeteria, loja e mirante.

O Museu deverá triplicar sua capacidade anual de visitação, de cerca de 300 mil em 2013 para 900 mil após a reinauguração.

O local está fechado desde 2013, quando começou um trabalho de pesquisa para armazenar seus mais de 450 mil itens, e já teve quase todas as obras removidas, à exceção das esculturas em mármore, da pintura “Independência ou Morte”, de Pedro Américo, com 4,6 metros de altura por 7,6 metros de largura, e da “Maquete da Cidade de São Paulo”, representando a capital em 1841.

Segundo Fabiola Zambrano, arquiteta especialista em conservação de madeira do Museu Paulista, algumas das causas da deterioração do projeto original foram as modificações feitas nos corredores do subsolo e a pintura. Com as interferências, os corredores de ventilação do subsolo perderam a sua função, e a tinta aplicada aos tijolos vedou a respiração das paredes. “Isso colaborou para o surgimento de vazamentos e rachaduras”, afirma a arquiteta.

Rosaria Ono, vice-diretora do Museu, disse que o acervo ficará armazenado em sete espaços alugados, onde permanecerão até a reabertura. “Mas vamos continuar emprestando as obras para exposições”, acrescenta. Rosaria comemora o fato de que, com a restauração, o Ipiranga poderá abrigar mostras internacionais na nova sala. “Como a construção não comporta o sistema de climatização requerido pelas instituições internacionais, até então o museu não podia receber esses acervos.”

Fonte: Metro Jornal