Museus paulistas comemoram o Dia da Consciência Negra (20/11)

Com atividades gratuitas, os museus interagem com o público na celebração da data

Comemorado no dia 20 de novembro, desde 1960, o Dia da Consciência Negra tem como objetivo promover uma reflexão a participação do negro na sociedade brasileira.

A escolha da data foi para coincidir com a morte de Zumbi dos Palmares, em 1695, que era o último dos líderes do maior quilombo do período colonial, o Quilombo dos Palmares, e morreu lutando pela liberdade do seu povo no Brasil. O quilombo situava-se na Serra da Barriga, na época Capitania de Pernambuco, a região atualmente pertencente ao município de União dos Palmares, no Estado de Alagoas.

Para celebrar, alguns museus da capital e do interior do Estado de São Paulo realizam uma programação especial ao Dia da Consciência Negra. Veja a seguir:

Em homenagem aos 25 anos do lançamento do livro-exposição “A Mão Afro-Brasileira – Significado da Contribuição Artística e Histórica” e ao dia da comemoração da Consciência Negra, o Museu Afro Brasil abre a exposição “A Nova Mão Afro-Brasileira”, a partir do dia 20/11 (quarta-feira), às 14h. Em seguida, haverá uma apresentação com o grupo Maracatu Bloco de Pedra.

O Museu da Casa Brasileira apresentará o espetáculo “Muvuca”, na quarta-feira (20/11), a partir das 11h, com a Orquestra Mundana, de Carlinhos Antunes, com as participações especiais de Lenna Bahule (Moçambique), da dupla Mamour Bá e Cheikh Bá (Senegal) e de alunos do instituto Agires, da cidade de Osasco (SP). Às 14h30, a instituição promoverá a oficina de papietagem – técnica artesanal que utiliza papel recordado e cola para dar forma a uma escultura ou objeto –, em “Uma Tarde no Museu”.

“Samba, Chorinhho e Cachaça” é a atração realizada pelo Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS-SP). O evento começa às 15h, no dia 20/11 (quarta-feira) e tem entrada gratuita. Logo após, às 17h, João Borba e sua banda apresentam um show com um repertório variado, incluindo clássicos de Paulinho da Viola, Martinho da Vila, Cartola, os grandes afro-sambas de Vinicius de Moraes e Baden Powel.

No dia 20, das 14h às 15h30, e no dia 21, das 11h às 12h30, o Museu do Futebol, realiza os jogos “O Jogo da Memória” que permite uma reflexão sobre a vida de algumas personalidades negras presentes no Museu do Futebol e “Qual Jogador Sou Eu?” que retrata a vida de alguns atletas negros que fizeram parte da história do futebol brasileiro.

Em Campos do Jordão, o Museu Felícia Leirner e Auditório Claudio Santoro realizarão um programa voltado para o público infanto-juvenil. O projeto “Contar e Viver o Brasil Afro” acontece dia 20/11 (quarta-feira), das 9h às 11h e das 14h às 16h. Além do projeto, serão disponibilizadas também oficinas de dança e contação de histórias.

A exposição “Memória da Negritude”, em cartaz no Museu Índia Vanuíre, em Tupã, reúne 12 imagens de personalidades negras ou pessoas que contribuíram para a valorização dos direitos dos afro-brasileiros, além da mostra, a instituição ainda realiza várias atividades voltadas para a cultura afro-brasileira.

A roda de conversa “Arte do Inconsciente na Consciência” é o tema de atividade em Praia Grande. A atividade acontece no Palácio das Artes, quinta-feira (21), das 17 às 19 horas. O principal assunto da ação será discutir sobre a vida do artista plástico negro Arthur Bispo do Rosário.

Já em Barretos, no Museu Ruy Menezes, o artista plástico Fernando Inácio desenvolverá oficinas de máscaras africanas, no sábado e domingo (30/11 e 1/12). No domingo (24/11), às 10h, Pixinguinha e Cartola integrarão o repertório da atração “Chorinho no Museu”.

A Casa Martim Afonso, em São Vicente, apresenta ao público, durante o mês de novembro, nos dias 23/11 (sábado), na Escola de Dança Lailton Reis, e 30/11 (sábado), no Cecof Parque São Vicente l, às 16h, a exposição “Consciência Negra em Cartaz”. A mostra apresenta 51 cartazes feitos por gráficos, publicitários, artistas plásticos e estudantes que foram selecionados no concurso de mesmo nome, realizado em 2010, na cidade de São Paulo. Também fazem parte do evento as apresentações de grupos de dança, que ocorrerão aos sábados no jardim da Casa Martim Afonso.

Para encerrar, o Museu do Café, de Santos, abre sua programação quarta-feira (20/11), a partir das 15h, com uma apresentação de jazz afrocontemporâneo, com coreografias inspiradas nos movimentos africanos. Também está programada a apresentação do grupo Vícios e Companhia de Dança. Já no dia 22, grupo Zabelê exibirá cânticos africanos e coreografia do maculelê.

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