Museu reúne raridades da imprensa automotiva

Press-kit de 1976 com detalhes do lançamento do Fiat 147; catálogos do Mercedes-Benz 190E 2.3-16, com motor Cosworth, publicado em alemão três décadas atrás; acervo com fotos tiradas em 1961 na fábrica da Willys, em São Bernardo do Campo, onde hoje está instalada a Ford. Essas são algumas das raridades que o editor da Agência AutoData Marcos Rozen vem juntando há mais de dez anos e que desde março faz parte do acervo do MIAU, o Museu da Imprensa Automotiva.

Divulgado por uma página no facebook (http://on.fb.me/13gyiy3), o espaço reúne materiais e arquivos como press-kits, press-releases, fotos, livros, catálogos, revistas, anuários e memorabilia. “Sempre que precisava produzir alguma edição ou reportagem especial contando a história de algum carro ou empresa, sentia falta de material da época para pesquisar. Há informações que muitas vezes você não encontra em lugar nenhum, como, por exemplo, quantos cavalos tinha um determinado modelo e em quais cores ele foi produzido. Foi em cima disso que surgiu a ideia de transformar em um museu esse acervo que eu vinha mantendo”, explica Marcos. Segundo ele, a principal diferença entre o acervo do MIAU e o Cedoc mantido pela Anfavea é que apesar de rico em publicações do setor, o arquivo da entidade não tem variedade de material de imprensa.

Durante a catalogação e organização do arquivo, mais de mil itens foram registrados, número que já cresceu desde então com algumas importantes contribuições. “Desde o lançamento, recebi material do Ulisses Cavalcante, da Quatro Rodas; do Leandro Alves, da Ford; e do Sergio Duarte, da SD&Press, que foi quem me deu o press-kit do lançamento do Fiat 147, uma das raridades da coleção. Um fato curioso aconteceu outro dia, quando postei uma foto do release sobre a chegada da Land Rover ao Brasil: Flávio Padovan, presidente da empresa, disse que nem eles tinham esse material; aí mandei uma foto pra ele”.

O arquivo é mantido na casa de Rozen, mas os profissionais que tiverem interesse em consultar as informações podem pedir gratuitamente pelomiau.museu@gmail.com, desde que com uma antecedência de 48 horas. Quem tiver algum material que seja relevante para a coleção e quiser doar para o acervo, Marcos explica que faz a retirada na Grande São Paulo e se responsabiliza pela postagem nas outras regiões do Brasil. Sem fins lucrativos, o MIAU solicita apenas que seja dado crédito nas matérias em que auxiliar a reportagem.

Fonte: Maxpress