Museu Nacional de Belas Artes expõe obras apreendidas no Rio pela Receita Federal

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‘Zumbido zoantrópico’ (1982), de Jorge Jorge Guinle Filho, uma das obras doadas ao museu, e que estão em exibição até 29 de março – Leo Martins / Agência O Globo

RIO — O Museu Nacional de Belas Artes abre nesta terça-feira, às 12h30m, a mostra “Apreensões e objetos do desejo: obras doadas pela Receita Federal ao MNBA”. Inaugurada no dia em que o museu celebra 78 anos, a exposição apresenta ao público 20 telas e esculturas apreendidas pela Receita, no Porto do Rio. Os donos das peças, trazidas ilegalmente ao Brasil em nome de terceiros, não foram identificados.

O maior lote foi interceptado em outubro de 2013. Incluía, entre outras, uma obra sem nome do escultor indiano Anish Kapoor, avaliada em US$ 1 milhão e encontrada numa caixa de mudança que conteria, supostamente, uma antena parabólica. Esculturas de Niki de Saint Phalle (“Falcão azul”, 1980), Antony Gormley (“LIMN II”, 2011) e Michelangelo Pistoleto (“Neon Wall Lamp”, 2005) e uma serigrafia de Victor Vasarely (“Optical Cube”, 2011) também foram interceptadas. Entre os brasileiros, havia telas de Beatriz Milhazes (sem título, 1993-94), Daniel Senise (“São Sebastião”, 1991) e Jorge Guinle Filho (“Zumbido zoantrópico”, 1982), além de um relevo de Sergio Camargo (sem título, de 1969) e uma serigrafia de Cildo Meirelles (“Fósforo, 1981), entre outras.

Em abril de 2014, a guarda das obras foi dada provisoriamente ao museu, que se encarregou de fazer uma avaliação técnica e rastrear a história das peças.

— Elas vão complementar lacunas da nossa coleção — diz a diretora do MNBA, Monica Xexéo. — Tínhamos Sergio Camargo, mas não desse período. Tínhamos Beatriz Milhazes dos anos 80, mas não da década seguinte. O Daniel Senise que recebemos é estruturante dentro da obra do artista. E que museu não gostaria de receber um Anish Kapoor? — observa ela.

Ricardo Lomba, inspetor-chefe da Alfândega no Porto do Rio, responsável pelas apreensões, comemora a doação, que será oficializada hoje.

— Conseguimos democratizar o acesso a obras de arte que iriam entrar no país de maneira irregular, sem pagar impostos. Elas estariam agora nas salas de algumas residências, e em vez disso, estão no museu, acessíveis a todos — diz.

“Apreensões e objetos do desejo: obras doadas pela Receita Federal ao MNBA”

Onde: Museu Nacional de Belas Artes — Avenida Rio Branco 199, Centro (3299-0600)

Quando: De 13/1, às 12h30m, a 29 de março; ter. a sex., das 10h às 18h, sáb. e dom., das 12h às 17h

Quanto: Grátis durante o mês de janeiro

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Classificação: Livre

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Fonte: O Globo