Museu Lasar Segall expõe obras com inspiração em Dostoiévski

25-09-2013 n5

Dostoiévski – autor do romance universal Crime e castigo – influenciou muito a cultura popular e, propriamente, a literatura de seu país. Mais do que isso, seu nome é referência de base quando se fala em clássicos da Literatura.

Também o seu livro Os Irmãos Karamázov foi um marco literário, havendo sido considerado por Sigmund Freud “o maior romance da história”. Com esse cenário e suas evocações, a figura de Fiodór Dostoiévski é ícone de grandes mostras culturais, como a exposição ilustrada que tem lugar no Museu Lasar Segall, com o approach de seu nome e obra.

A mostra Noites brancas tem o nome de uma das obras do famoso escritor russo, um livro que possui como protagonista “o Sonhador”, que percorre a noite branca de São Petersburgo como um flâneur romântico, em sua paixão por Nástienka. Quem reconhece o approach literário, com certeza também reconhece o universo ficcional sombrio de Dostoiévski, cenário que a mostra exibida pelo Museu Lasar Segall recria perfeitamente.

O museu em foco, uma das grandes referências culturais da cidade de São Paulo, oferece agora aos seguidores do autor russo – e das artes plásticas – esse excelente programa artístico-cultural, com a exposição de gravuras, desenhos e livros que permanece até 29 de setembro no espaço.

Diretamente dos livros para o museu na capital paulista, a exposição integra a Temporada da Obra O IdiotaAlemanha+Brasil 2013-2014. Tal circuito inclui eventos nos polos urbanos e uma visão geral (e detalhada) de segmentos ou nichos da literatura / sociedade.
A mostra Noites brancas apresenta 64 registros de um passado de arte e cultura deixado como legado. O curador do evento – Samuerl Titan Jr – manifesta em sua apresentação oficial da exposição. “Reunindo desenhos, gravuras e livros, a exposição Noites brancas apresenta algumas das peças-chave dessa tradição em preto e branco, que se estendeu da Munique da década de 1910 ao Rio de Janeiro de 1944 – ano em que a editora José Olympio empreendia a publicação em português das Obras completasde Dostoiévski, em volumes ilustrados por artistas como Oswaldo Goeldi e Axl Leskoschek, e assim escrevia o inesperado epílogo brasileiro dessa história alemã”.

Samuel Titan Jr ainda explica sobre a tradução imagética do conjunto (retratado) da obra de Dostoiévski. “O marco inicial dessa ambição coletiva foi justamente, naquele ano de 1912, uma série de desenhos de Beckmann sobreRecordações da casa dos mortos. A partir daí, dezenas de nomes ligados ao Expressionismo alemão contribuíram seu quinhão, maior ou menor, para esse veio de criação visual: Beckmann, Kubin, Heckel, Segall, Möller, Burchartz são apenas alguns dentre os muitos que se empenharam em dar rosto ao Raskólnikov de Crime e castigo, ao príncipe Míchkin de O idiota, à pobre heroína de Uma criatura dócil ou à multidão de personagens deOs irmãos Karamázov”.

Com tantas prerrogativas de apreciação artística e mergulho no universo da literatura, a mostra é uma excelente pedida para quem é de São Paulo ou estiver visitando a cidade no período. O Museu Lasar Segall localiza-se junto à rua Berta, 111, no bairro Vila Mariana.

Fonte: Yahoo