Museu expõe obras restauradas de Silva

Quadros do artista primitivista foram restauradas por profissionais do Centro Técnico Templo da ArteAGÊNCIA BOM DIA

As obras de Silva, um dos mais importantes artistas primitivistas da nossa região retornam ao Museu “Jezualdo de Oliveira”, nesta semana, depois de terem sido restauradas por profissionais do Centro Técnico Templo da Arte, em São Paulo, através do Projeto Ateliê Escola. As duas telas de José Antônio da Silva (1909 – 1996) foram enviadas junto com obras pertencentes ao Museu de Rio Preto “Dom João VI”, em novembro de 2012, para o laboratório, orientado por restauradores/professores qualificados e com larga experiência no ramo. O projeto não teve custo para o município.

Segundo o Curador do Museu de Mirassol, Henrique Frota, as obras de Silva fazem parte do acervo do espaço desde a década de 60, e foram doadas pelo próprio artista. “É a primeira vez que essas telas recebem uma restauração profissional. O Chassi estava totalmente torto e estava danificando a pintura, colocando em risco a obra. Se essa restauração não tivesse ocorrido, em questão de meses perderíamos as telas”, conta Henrique.

A entrega das obras será marcada por exposição e palestra sobre o processo de cada uma delas, uma ótima oportunidade para artistas, colecionadores de arte e profissionais de museus de Rio Preto e região se aprofundarem no assunto, conhecerem e conversarem com o restaurador responsável pelo projeto. “A restauração dessas obras possibilitará que outras gerações possam contemplá-las. Esse projeto também dá oportunidade para as pessoas conhecerem o processo envolvido em um restauro”, diz o restaurador e responsável pelo projeto, Muhammad Baker.

O artista/ Autodidata de formação, José Antônio da Silva exercia várias atividades, entre elas a de trabalhador rural, até o seu trabalho como artista ser descoberto em 1946, durante exposição na Casa de Cultura, em Rio Preto. Suas primeiras pinturas possuem cores frias e escuras. Destacam-se em sua obra o desenho expressivo, o senso da cor e o caráter de fantasia. Entre as suas produções mais conhecidas, estão as telas com espaços amplos, abertos e temas ligados à vida no campo, como o algodoal, o cafezal e o boi no pasto.

Fonte: Diário SP