Museu do Ipiranga realiza lives sobre acessibilidade em museus

Iniciativa do setor educativo busca fomentar o debate e a inclusão de pessoas com diversos tipos de deficiência nos espaços da instituição

O setor educativo do Museu do Ipiranga se prepara para atender de forma inclusiva todas as pessoas com algum tipo de deficiência, em sua reabertura, em 2022. Tendo a acessibilidade como um dos principais preceitos do Novo Museu, com recursos para uma fruição integrada, as exposições contarão com recursos como áudio-guias, audiodescrições, vídeo-libras, impressão em tinta ampliada, braile e objetos táteis, além do acesso irrestrito a todo o Edifício-Monumento.

Até a reabertura, o Museu reafirma seu compromisso com palestras que visam a ampliar a discussão sobre museus e acessibilidade. Os eventos serão transmitidos pelo Instagram do Museu, sem necessidade de inscrição prévia.

A primeira palestra, Pessoas com deficiência trabalhando em museus: desafio ou necessidade?, acontece nesta sexta-feira, dia 7 de maio, às 17h. Nela, o educador cego com atuação no Museu Histórico Nacional, Leonardo Oliveira, parte de sua experiência como educador e usuário dos espaços museológicos para apresentar suas impressões e reflexões de como essa acessibilidade deve se dar, seus pressupostos e práticas, para que de fato o acesso seja pleno.

Já no dia 26 de maio, às 17h, o tema Comunicação inclusiva para museus: dilemas e possibilidades será apresentado por Desirée Nobre. Professora convidada da UFPEL e doutoranda de dois programas de pós-graduação com foco em comunicação acessível, sobretudo para Museus, a palestrante irá compartilhar conceitos relacionados à linguagem simples e à escrita ampliada, ou aumentativa, e as possibilidades de aplicação desses referenciais nos textos e sistemas de comunicação dos museus.

Palestrantes

Leonardo Dias de Oliveira trabalhou como educador no Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro, e como consultor de acessibilidade na área da deficiência visual. Atuou como consultor em museus parceiros do MHN, ministrando oficinas sobre acessibilidade atitudinal, tendo contribuído também na elaboração de propostas de ações educativas inclusivas. Nos últimos meses, participou como coautor na elaboração de artigos publicados em livros e revistas dedicadas ao tema da acessibilidade cultural.

Desirée Nobre é Doutoranda em Museologia pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (ULHT/Portugal) e Doutoranda em Memória Social e Patrimônio Cultural (UFPel). Mestra em Memória Social e Patrimônio Cultural. Atuou como colaboradora da Rede de Museus e na Pró-reitoria de Extensão e Cultura da Universidade Federal de Pelotas (2018-2020). Realizou estágio em Acessibilidade Cultural no Museu da Comunidade Concelhia da Batalha e residência profissional no Museu de Leiria, ambos em Portugal. Organizadora do livro multiformato “A Casa do Conselheiro”. Pesquisadora em Acessibilidade Cultural para pessoas com deficiência.

SERVIÇO

Pessoas com deficiência trabalhando em museus: desafio ou necessidade?

07 de maio, sexta-feira, às 17h

Transmissão via Instagram do Museu do Ipiranga

Com Leonardo Oliveira

Comunicação inclusiva para museus: dilemas e possibilidades

26 de maio, quarta-feira, às 17h

Transmissão via Instagram do Museu do Ipiranga

Com Desirée Nobre

Fonte: Museu do Ipiranga – USP