Museu do Café expõe objetos inéditos do Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo

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Foto: Divulgação

Instalados no quarto módulo da exposição de média duração do museu, os objetos nunca haviam sido exibidos para o público. Os mais antigos datam do início do século 20

O quarto módulo da exposição “Café, patrimônio cultural do Brasil: ciência, história e arte” do Museu do Café, instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, é focado na arquitetura eclética presente no edifício da Bolsa Oficial de Café. Nele, o público pode compreender a fragmentação do conhecimento manual e artístico em uma linha de produção, seguindo a lógica industrial. É nesse espaço que diversos objetos e documentos originais do Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo estão expostos com exclusividade, ilustrando os processos de construção que palácios como o da Bolsa passaram. Os documentos mais antigos datam do início do século 20 e permaneciam guardados no acervo da instituição paulistana, nunca sendo exibidos antes.

São oito objetos expostos no módulo “Artes e Ofícios”, dentre eles pranchas de desenho que focam em colunas de cantaria, tipos de ornamentos e em modelos de gradis. Compõem o espaço um nível topográfico e um conjunto de compassos. Para trazer esses objetos para a exposição, as equipes do Museu do Café e do Liceu trabalharam em conjunto nas etapas de embalo das peças em materiais neutros e acondicionamento em caixas próprias para transporte. Já no museu, os objetos foram higienizados e acondicionados em salas preparadas para a tarefa.

Desde a instalação no espaço expositivo, os objetos são supervisionados semanalmente com medidores profissionais de temperatura, luz e umidade, além de ficarem protegidos por vidro a fim de evitar o contato direto com micro-organismos. Esse constante monitoramento é essencial para o controle e preservação dos itens, muitos com quase 100 anos de existência. E, completando a rotina de monitoramento, a equipe de museologia do Museu do Café realiza limpezas mecânicas semanais no acervo do Liceu, ou seja, são retiradas impurezas com o auxílio de pinceis específicos, preservando, assim, suas características originais e estendendo o tempo de durabilidade dos materiais.

Os detalhes arquitetônicos eram bastante comuns nas edificações do café. Os prédios construídos com o dinheiro das negociações se destacavam devido à pujança que exibiam. As particularidades das fachadas e corredores internos tornavam-nos pontos de referência no passado, e, hoje, muitos são considerados cartões postais nas cidades que estão localizados.

O Museu do Café fica à rua XV de Novembro, 95, no Centro Histórico de Santos. Seu horário de funcionamento é de terça a sábado das 9h às 17h, e aos domingos entre 10h e 17h. Os ingressos para visitação custam R$ 6, estudantes e pessoas acima de 60 anos pagam meia-entrada. Aos sábados, a visitação é gratuita. Já a Cafeteria do Museu funciona de segunda a sábado das 9h às 18h, e aos domingos entre 10h e 18h. Outras informações estão disponíveis no site www.museudocafe.org.br.