Museu da Cidade de São Paulo realiza o Seminário Tecnologia e Organização da Informação em Museus

Quem não se inscreveu ainda pode garantir a sua vaga para as próximas atividades do Seminário Tecnologia e Organização da Informação em Museus, realizado pelo Museu da Cidade de São Paulo, de 8 a 12 de novembro. Escolha os dias, horários e as palestras que deseja participar e efetive sua inscrição clicando aqui.

O apresenta o seminário Tecnologia e Organização da Informação em Museus. Esta iniciativa do Programa Diálogos no Museu visa a ensejar conversas que permeiam os fazeres museológicos e os museus, colaborando para o debate e reflexão acerca do limite do uso da tecnologia no campo museal.

Buscando sempre aprimorar a relação entre a programação do Museu da Cidade de São Paulo e o fazer museológico com seu público, o Programa procura fazer com que este se sinta parte integrante daquilo que está sendo exposto. Deste modo, fomenta a interatividade dos espectadores com os palestrantes e mediadores, por meio de perguntas e sugestões, com o intuito de que se percebam atores do fazer do museu – posto que este opera com e para a cidade de São Paulo, de forma ampla.

Com o evento, todavia, não há a pretensão de esgotar as discussões acerca da relação dos museus com a tecnologia, ou mesmo de trazer soluções para tais questões – uma vez que ainda estão em situação embrionária, mormente no Brasil. Assim sendo, o intento do seminário é fazer uma incursão preliminar sobre a temática, propondo ponderações que motivem diálogos futuros e uma contribuição para a área, provocando, com isso, interlocução com outros pesquisadores e suas pesquisas.

Com a proposição deste assunto, portanto, pode-se fazer com que a área da Museologia perceba as vantagens que o bom uso da tecnologia traz e passe a abarcá-la cada vez mais.

Tal perspectiva confirma que não se pode olvidar que a pandemia de Covid-19 mostrou o quanto é preciso que as instituições museológicas estejam abertas e inseridas no meio virtual como forma de propagação de iniciativas culturais. Por outro lado, também pôde desvelar o quanto a tecnologia pode facilitar a confecção da documentação museal, bem como o acesso remoto a acervos, por meio de uma curadoria digital eficiente.

Aliado a isso, tem-se desenvolvido a ideia de museus puramente virtuais, que podem promover um outro tipo de experimentação artística, tanto para artistas quanto para o público.

Programação

Palestrante:
• Nathalia Maia (Unitedesk e UFSC)

Dia 10/11 (10h – 12h)

O FUTURO DOS MUSEUS PÓS-PANDEMIA

Os Museus começam a reabrir, após o comércio, juntamente com Escolas e outras instituições, tudo ainda muito tímido. O que as instituições museológicas tiram como aprendizado durante o isolamento e após a reabertura gradual dos Museus? Como trabalhar suas políticas museológicas que envolvem acervos, exposições, tecnologia, acessibilidade, entre outros. Como trazer o público de volta? Quais aprendizados tiramos dessa pandemia?

Palestrantes:
• Maria Ignez Mantovani (Expomus)
• Alex Sandro Calheiros de Moura (Instituto Brasileiro de Museus – Ibram)
• Maurício Rafael (Museu do Futebol)

Dia 10/11 (15h – 17h)

PLATAFORMAS DE PRESERVAÇÃO DIGITAL DE ACERVOS EM MUSEUS: OPEN SOURCE?

Pensando em tudo o que já foi discutido até o momento por outros profissionais, ficou claro que os Museus devem urgentemente aderir à tecnologia em seu sentido mais amplo, de maneira a propiciar rapidez e solidificação do acesso à informação dos acervos e exposições de um Museu por cidadãos e cidadãs. Fazendo com que mesmo a distância a instituição continue produzindo produtos e serviços e o indivíduo tenha acesso de onde ele estiver.

Palestrantes:
• Renata Cardozo Padilha (Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC)
• Juliana Monteiro (Creative Commons)

Dia 11/11 (10h – 12h)

CURADORIA DIGITAL: PORQUE RESSIGNIFICAR OS PARADIGMAS DA INFORMAÇÃO É PRECISO

Curadoria digital consiste em organizar, conceder acesso, pesquisar, selecionar e compartilhar informações relevantes sobre determinado acervo (textual, cartográfico, tridimensional, fotográfico, fílmico) ou área de interesse, disponibilizando-os aos seus colaboradores e colaboradoras, cidadãos e cidadãs, por meio de plataformas como repositórios digitais, bancos de dados, ou dispositivos de armazenamento.

Palestrantes:
• Sandra de Albuquerque Siebra (Universidade Federal de Pernambuco – UFPe)
• Aquiles Alencar Brayner (Universidade Federal do Cariri – UFCA)

Dia 11/11 (15h – 17h)

A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL COMO ALIADA DA INFORMAÇÃO A SERVIÇO DOS MUSEUS

A Inteligência Artificial (IA) pode fazer pensar em robôs que parecem gente e máquinas supercomplexas. Estamos falando de máquinas, não em formas humanas, mas em computadores ou smartphones, que possuem sistemas que conseguem aprender e se autodesenvolver, a partir de uma programação humana. Como podemos usar a IA nos Museus de maneira que, seja a distância ou in loco o visitante possa interagir com nossos acervos, exposições e o próprio patrimônio edificado, utilizando para isso imagens fixas, com movimento, com georreferenciamento ou até mesmo por hologramas.

Palestrantes:
• Francisco Carlos Paletta (Universidade de São Paulo – USP)
• Alexandre Del Rey (I2AI – International Association of Artificial Intelligence)

Dia 12/11 (10h – 12h)

OS LIMITES DA ÉTICA NO USO DA INFORMAÇÃO TECNICIZADA

Muitos procedimentos tecnológicos necessitam de cuidados e um olhar mais apurado, para que injustiças ou recuperação de informação equivocada não ocorram, sendo necessário abordarmos a ética. O país tem trabalhado no aprofundamento de discussões sobre esse “código de ética” das tecnologias, quando se preocupa e melhora a Lei de crimes cibernéticos, quando cria a Lei geral de Proteção de Dados (LGPD), já que atualmente quem possui dados possui o poder, e somos cientes de que esse poder, assim como na ficção, pode cair em mãos erradas; quando isso acontece, todos nós perdemos, mas principalmente a instituição que investiu na organização e armazenamento desses dados. Portanto, tecnologia e acesso sempre, mas a ética sempre em primeiro lugar.

Palestrantes:
• Cristian Brayner (Analista Legislativo do Senado Federal)
• Thulio Manoel Costa Oliveira (Divisão Técnica Controladoria Geral do Município)

Dia 12/11 (15h – 17h)

USO DA TECNOLOGIA E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO

Para finalizar nosso Seminário sobre a Tecnologia e a Organização da Informação em Museus, vamos abordar a questão da preservação do Patrimônio Histórico, utilizando-se da IA, a digitalização tridimensional e elaboração de hologramas interativos de espaços, construções edificadas, esculturas e objetos de acervos museológicos.

Palestrantes:
• Francisco Carlos Paletta (Universidade de São Paulo – USP)
• Pablo Matias Bandeira (PPGI/Escola de Comunicação e Arte-ECA/Universidade de São Paulo – USP)

Ao final de cada palestra será colocado o link de presença para emissão de Certificado de participação.

A transmissão se dá pelo canal do Museu da Cidade de São Paulo no Youtube.

Fonte: Museu da Cidade de São Paulo