Museu da Casa Brasileira Inaugura exposição sobre Barraca Cigana

ciganadetalhe

A mostra, que apresenta textos da antropóloga Florencia Ferrari e imagens da fotógrafa Luciana Sampaio, retrata comunidades paulistas de ciganos Calon, revelando aspectos de seu modo de vida, rituais e cotidiano.

“Barraca Cigana” traz fotografias da pesquisadora Luciana Sampaio, que registrou o dia a dia de acampamentos dos ciganos Calon na periferia e interior de São Paulo durante mais de uma década. Em outubro de 1997, no Largo 13 de Maio, bairro de Santo Amaro em São Paulo, Luciana viu pela primeira vez um grupo de ciganas lendo a sorte na rua. “Sempre ouvi falar que eram bruxas malvadas, mas, a partir daquele momento, as cores dos seus vestidos passaram a ser um dos elementos que mais me atraíam, e que me levaram a conviver por quase 15 anos com famílias de ciganos Calon, espalhados pelo Estado de São Paulo”, relata.

Desde então, a fotógrafa documenta o modo de vida desconhecido destes brasileiros, sempre se questionando sobre como conseguiram manter praticamente intactos, por tantos séculos, língua, vestimentas, organização familiar, habitação, meios de sobrevivência e tantos outros valores. Em 2007, passou da documentação fotográfica para a produção de vídeos em que, além das atividades cotidianas, registrou também entrevistas. O trabalho resultou em um extenso arquivo documental que será, em parte, exibido na mostra. Complementam a exposição, textos da antropóloga Florencia Ferrari.

Os ciganos retratados na exposição são da etnia Calon, falam o dialeto Chibi, e atualmente vivem em cidades do estado de São Paulo em acampamentos espalhados por seis cidades: Jaboticabal, Pitangueiras, Guariba, Ribeirão Preto, Rio Preto e São Paulo.

 

Realização: MCB e SISEM-SP
Apoio: Prefeitura de São Pedro e Museu Gustavo Teixeira

Fonte: Museu da Casa Brasileira