Morre Vida Alves, fundadora da Pro-TV

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Instituição é referência na preservação da memória da TV e radiodifusão brasileira 


Morreu na noite desta terça-feira (3), aos 88 anos, a atriz e escritora Vida Alves, que deu o primeiro beijo da TV brasileira, na década de 1950, e o primeiro beijo gay, nos anos 1960. Ela estava internada no hospital Sancta Maggiore, em São Paulo, desde 28 de dezembro. A causa da morte, que ocorreu por volta das 22h, foi falência múltipla dos órgãos.  Em 1995, ela criou junto com outros artistas a Associação dos Pioneiros Profissionais e Incentivadores da Televisão Brasileira, conhecida como Pró-TV, que busca preservar a memória da TV brasileira e da qual era presidente. 

Pela instituição, parceira do Sistema Estadual de Museus (SISEM-SP), Vida Alves foi curadora da exposição Marcos da Televisão Brasileira, que itinerou, nos últimos dez anos, por dezenas de museus paulistas da Capital, interior e litoral, com patrocínio da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo. “Ela fazia questão de comparecer à abertura das exposições, compartilhando em palestras dirigidas principalmente à juventude sua longa experiência na dramaturgia televisiva”, registra o diretor do SISEM, Davidson Kaseker. 

A Pró-TV divulgou nota sobre a morte de Vida Alves, a quem chamou de “símbolo da televisão”. “Incansavelmente, ao lado dos colegas de profissão, lutou pela criação oficial do Museu da Televisão Brasileira, que por 13 anos abrigou dentro de sua casa, e pela preservação da memória da radiodifusão”, diz a nota. 
O velório começou no início da manhã desta quarta-feira (4) no cemitério do Araçá, na região central de São Paulo. O sepultamento está previsto para as 16h00. 
“Solidarizamos-nos com a família de Vida Alves, com seus amigos e colegas da área. A preservação de seu legado é um grande desafio para a salvaguarda da memória da TV brasileira”, assinala Kaseker.  

(Com informações do Portal G1)