Monumento Mínimo – Arte com Emergência na Oficina Cultural Oswald de Andrade

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Em “Monumento mínimo: Arte com Emergência”, Néle Azevedo explora o sentido da efemeridade, com participação de Luis Felipe Abbud e curadoria de Priscila Arantes

Até 28 de janeiro, a Oficina Cultural Oswald de Andrade exibe a exposição “Monumento Mínimo: Arte com Emergência”, da artista plástica Néle Azevedo, famosa por suas esculturas de gelo que encanta plateias no Brasil e no exterior. Nesta mostra, ela explora o sentido da efemeridade suscitado por uma intervenção urbana, como ela chama a experiência. A oficina pertence à Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo e é gerenciada pela organização social POIESIS.

A mostra é apresentada em três núcleos: a ativação da intervenção urbana Monumento Mínimo dentro da Oficina; o percurso do Monumento Mínimo pelo mundo; e a inclusão do projeto “Memórias Resistentes, Memórias Residentes” de Luis Felippe Abbud.

Monumento Mínimo é o carro-chefe da artista mineira Néle Azevedo. Trata-se de uma ação urbana que ocupa espaços abertos e históricos, com pequenas esculturas de gelo “lembrando a efemeridade e resistência do homem comum, anônimo, na contramão dos monumentos como os conhecemos”, explica a artista.

Desde 2005, Monumento Mínimo vem sendo realizado em diversas cidades da Europa e América Latina como Birmingham (Inglaterra), Paris (França), Berlim (Alemanha), Florença (Itália), Stavanger (Noruega), São Paulo (Brasil), Santiago (Chile), Lima (Peru).
Por meio de registros em vídeos e materiais impressos , além das próprias esculturas, que ficam expostas e conservadas em um freezer vertical, a artista mostra os desdobramentos que sua pesquisa possui. “Nesta nova experiência existe o fato de que o sistema de resfriamento do freezer retira a água do gelo e as esculturas vão se transformando lentamente. É um processo de desaparecimento mais devagar e sem rastros.”, diz Néle. E continua: “Diferente das intervenções nas ruas, onde podemos assistir ao derretimento das esculturas e o redesenhar delas, esse processo é visível porque presenciamos a mudança de estado da água: ela escorre e deixa um vestígio, mesmo que breve. Nesse sentido esse lento desaparecer dos corpos dentro do freezer é mais cortante que assistir o derreter nas ruas. Não vemos o derretimento, mas um lento desaparecer sem rastros.”
A exposição também abriga, por afinidade com o conceito do Monumento Mínimo, trechos do projeto “Memórias Resistentes, Memórias Residentes”, uma publicação realizada pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania da Prefeitura de São Paulo, baseada em uma ampla pesquisa desenvolvida pelo Memorial da Resistência de São Paulo.

Com conceituação e direção de arte de Luis Felipe Abbud, a publicação é dedicada a apresentar lugares de memória situadas em São Paulo que carregam a história de resistência à repressão de estado sistematizada ao longo de toda ditadura civil-militar brasileira (1964-85), e nesta exposição temos quatro lugares de memória (de resistência e de tortura) no Bairro do Bom Retiro, ao redor da Oficina Cultural Oswald de Andrade.

Monumento Mínimo – Arte com Emergência
Visitação: até 28/1/2017 – segunda a sexta-feira – 10h00 às 20h30 e sábados – 10h00 às 18h00.
Local: Oficina Cultural Oswald de Andrade – Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro
Informações: (11) 3222-2662 / 3221-4704, oswalddeandrade@oficinasculturais.org.br
Funcionamento: Segunda a sexta das 9h00 às 22h00 e aos sábados das 13h00 às 21h00.
Fonte: Assessoria de Imprensa | SEC
Foto: Divulgação