Livro lançado pelo IPHAM revela a riqueza da Azulejaria de Belém (PA)

 

Uma das cidades do mundo com maior riqueza de azulejaria, Belém (PA) deslumbra o visitante com a variedade de cores, desenhos, texturas e tamanhos dos seculares azulejos que constroem a narrativa histórica e cultural da cidade. No intuito de promover a beleza e a diversidade dessas peças que decoram as fachadas das edificações belenenses, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) lançou no dia 1 de setembro,  na capital paraense o livro Azulejaria em Belém do Pará – Inventário – Arquitetura civil e religiosa – Século XVII ao XX.

 

Inspirado no inventário da Azulejaria de Belém do Pará, o livro, publicado em comemoração aos 400 anos da fundação de Belém, é a súmula do banco de dados sobre o tema levantado por três gerações de servidores e profissionais do patrimônio cultural, sob a influência e orientação dos seus idealizadores e pioneiros, os arquitetos Pedro e Dora Alcântara, em 1971.

De autoria de Dora Alcântara, Stella Regina Soares de Brito e Thaís Alessandra Bastos Caminha Sanjad, a obra permite uma visão de conjunto sobre a evolução da azulejaria em Belém, fortalecendo “a convicção de que o azulejo, uma das heranças dos colonizadores portugueses, marca as etapas da história do Brasil em diferentes pontos de seu extenso território. E que com sua linguagem colorida, feito de barro esmaltado, tornou-se um documento digno do nosso apreço”, como destaca Dora Alcântara.

Elaborado a partir da identificação de técnica de decoração dos azulejos, o livro também traz planilhas com tipologias dos padrões e guarnições, revelando a diversidade e padrões da azulejaria da cidade. Para adquirir o livro, entre em contato no e-mailpublicacoes@iphan.gov.br

 

Além da publicação que promove e destaca a relevância da azulejaria para arquitetura civil e religiosa de Belém, um grupo de pesquisadores do núcleo de pós-graduação em Ciência da Computação da Universidade Federal do Pará (UFPA) desenvolveu o software nomeado como Azulejar, que mapeou 20 pontos da cidade e apresenta dados sobre história, fabricante, origem entre outros.

O objetivo é divulgar o patrimônio de Belém por meio de uma narrativa que desperte no público o sentimento de apropriação deste importante acervo, visando a preservação deste patrimônio cultural. Os textos foram elaborados pela professora Mariana Batista Sampaio, que contou com a ajuda do Iphan-PA na pesquisa.

O patrimônio de azulejos em Belém conta com peças dos séculos XVIII, XIX e XX que passam pelos períodos Barroco, Neoclássico, Art nouveau, Art déco e Modernismo, até acervos contemporâneos dispostos em igrejas, palácios e residências. Por meio deste acervo é possível contar a história da cidade, onde os azulejos são documentos importantes que possibilitam narrativas sobre os modos de vida de cada época.

O aplicativo auxiliará o público de duas formas principais: como guia em um circuito virtual na cidade de Belém do Pará, utilizando tecnologia de geo-referenciamento, como GPS (Global Positioning System – Sistema de Posicionamento Global) dos dispositivos móveis, apontando onde estão as obras de interesse e auxiliando o usuário a encontrar o local indicado. Uma vez localizada a obra de interesse, serão utilizadas técnicas de reconhecimento de imagem para obter informações em tempo real da obra visualizada através da câmera do dispositivo móvel. O programa é gratuito e ainda está em fase de teste, por enquanto pode ser conferido em smartfones com o sistemaAndroid bem como no Google Play.

 

2.azulejaria em belem

 

Fonte: IPHAM

Imagem: Divulgação