IPHAN divulga os vencedores do prêmio Luiz de Castro Faria

Em sua 8ª edição, o concurso distribuiu prêmios em dinheiro a trabalhos científicos relevantes no campo da Arqueologia

Foram divulgados os cinco trabalhos vencedores da 8ª edição do Prêmio Luiz de Castro Faria, que é realizado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), por meio do Centro Nacional de Arqueologia (CNA). Com o objetivo de reconhecer trabalhos científicos que tratem do Patrimônio Arqueológico brasileiro, o concurso distribui prêmios em dinheiro em quatro categorias: artigo científico, monografia de graduação, dissertação de mestrado e tese de doutorado. Os nomes dos premiados foram publicados na edição desta terça-feira, 8, do Diário Oficial da União (DOU).

Os trabalhos inscritos foram avaliados por uma comissão julgadora formada pelas arqueólogas Dra. Juliana Rossato Santi, Dra. Louise Prado Alfonso e Dra. Margareth de Lourdes Souza. A premiação estabelece que são premiados os trabalhos que, devido à sua originalidade, vulto ou caráter exemplar, mereçam registro ou divulgação e reconhecimento público. Os vencedores recebem os valores de R$ 7 mil (artigo científico), R$ 10 mil (monografia), R$ 15 mil (dissertação de mestrado) e R$ 20 mil (tese de doutorado).

Os vencedores 

Na categoria artigo científico, dois trabalhos são premiados anualmente. O primeiro é de autoria de Luciana de Castro Nunes Novaes, com o título de “Arqueologia do axé: o Exu submerso e a paisagem sagrada”; o segundo premiado da categoria, de autoria de Helena Pinto Lima, tem como título “Aprendizagem e pesquisa em perspectiva intercultural: reflexões de uma arqueóloga trabalhando no rio Negro”.

Já na categoria graduação, a monografia escolhida, “Caminhos para o passado: Oca’õ Agõkabuke e cultura material Munduruku”, cujo autor é Jair Boro Munduruku, desenvolvida no âmbito da graduação em Arqueologia da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), sob orientação da professora Dra. Bruna Cigaran de Rocha e co-orientado pelo professor Vinicius Eduardo Honorato de Oliveira.

Na terceira categoria, dissertação de mestrado, o trabalho vencedor foi “Arqueologia, paisagem e materialidades do movimento do Pau de Colher (1937-1938)”, cujo autor é Marcelo Alves Ribeiro. A pesquisa foi realizada no Mestrado em Arqueologia da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), sob orientação do professor Dr. Grégoire Andre Henri Marie Ghislain van Havre.

Por fim, na categoria tese de doutorado, o trabalho vencedor tem como título “Arqueologia e História de povos de línguas karib: um estudo da tecnologia cerâmica”. A autoria é de Meliam Gaspar, que desenvolveu a tese no Doutorado em Arqueologia do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (USP), sob orientação da professora Dra. Fabíola Andréa Silva.

Luiz de Castro Faria

Nascido em Niterói (RJ) em 1913, o antropólogo, arqueólogo, professor, biblioteconomista e museólogo Luiz de Castro Faria foi um dos fundadores da Associação Brasileira de Antropologia (ABA). Foi responsável pela formação de uma geração de antropólogos brasileiros nas universidades federais do Rio de Janeiro e Fluminense – UFRJ e UFF –, instituições em que recebeu o título de professor emérito. 

Designado pelo governo brasileiro, o pesquisador foi responsável por participar, guiar e fiscalizar grandes expedições etnográficas do século XX. A última foi a expedição à Serra do Norte, chefiada pelo antropólogo Claude Lévi-Strauss, em 1938. Luiz de Castro Faria morreu aos 91 anos, no dia 12 de agosto de 2004. 

Fonte: Iphan