Instituto Tomie Ohtake sedia “Festival Visões Urbanas”

Nos dias 21, 26 e 27 de abril acontece o Festival Visões Urbanas no Instituto Tomie Ohtake, com uma programação de apresentações e oficinas. Confira aqui a  programação completa:

21 de abril das 18h às 19h30 | Apresentações: 
Desvios – Três em cena| Fissura no Piche – Luis Arrieta| I LO MEI – Cia. Atacama | MOC KA DO – Núcleo FU BU MYO IN

18h –Desvios tático-estratégicos de trajetórias usuais para sobreviver à vida urbana

Escada é um objeto arquitetônico projetado para nos permitir subir e descer entre planos, certo? Para os artistas do Grupo 3 em Cena de Goiânia, as escadas escadarias das cidades são mais que isso, elas se tornam o palco onde se faz dança. Com um repertório de movimento advindo das danças urbanas, o corpo se funde ao espaço público através das escadas com deslizamentos, encaixes e um gestual específico para se movimentar com as escadas.

Ficha técnica:
Coreógrafos-intérpretes: Weuter Vieira (Jerry-X), Johnathans Paiva (bboy Black)  e Rafael Guarato
Dramaturgia: Margarida Amaral
Diretor: Rafael Guarato
Produção: Marcelo Santos
Duração: 30 minutos

18h30: FISSURA NO PICHE

semeador urbano
gotejam dedos lágrimas de pedra
poluído o rio queima narinas
floresta fere de cimento e vidro
asfalto não sorbe orvalho e cuspe
terra amordaçada de chiclete negro rasga
cultura fissura e nasce rebelde
não!
rebelde não, desesperado
galho, folha, fiapo o grito
vomitado
do tempo pisado.

Ficha técnica:
Concepção, coreografia, figurino e interpretação: Luis Arrieta
Música: Sebastián Piana, Homero Manzi, Ariel Ramírez e Félix Luna
Duração: 20 minutos

19h  IO – LEI – ME

Eu, ela, eu
O olhar se volta para dentro …
Uma mulher.
Flutuando entre sentimentos conflitantes.

As infinitas e inúmeras facetas da alma humana, que podem passar da alegria à dor, do medo ao espanto, do prazer à vergonha em uma fração de segundo. Desvelando as contradições da alma humana,  Saltos e quedas, mudanças repentinas e contradições irreconciliáveis.

A desconstrução dos movimentos, a sua segmentação e fragmentação,  Navegue na própria natureza, em sua condição existencial.

Força e fragilidade, coragem e medo como estados conectados e coexistentes,  Investigação de um estado de revelação espiritual, pesquisa performativa no corpo heroico feminino, nua em sua exposição, sem pele ou defesas.

Ficha técnica:
Coreografia e Direção: Patrizia Cavola – Ivan Turol
Intérprete: Valeria Loprieno
Voz gravada: Patricia Hartman
Musica Original: Epsilon Indi
Figurino: Medea Labate
Produção: Cia. Atacama / Com o apoio de MIBACT – Ministério dei Beni e delle Attività Culturali e del Turismo – Dipartimento dello Spettacolo.
Duração: 20 minutos

19h30: MOC KA DO
Performance fugaku com o núcleo Fu Bu Myo In, junto às cerâmicas da Shoko Suzuki. Moc ka do é 木火土 / madeira queimada, espírito do fogo e respiração da terra.

Ficha técnica:
Intérpretes/Performers: Ciça Ohno, Gum Tanaka e Toshi Tanaka.
Orientação corporal: Toshi Tanaka
Figurinos: Mariko Kaneko
Cerâmicas: Shoko Suzuki
Fotos: Rita de Almeida Castro
Duração: 30 minutos

26 de abril das 10h às 12h |  Oficina de Dança-Teatro: O silêncio do corpo

Uma visita ao Instituto Tomie Ohtake com o objetivo de ampliar a percepção do espaço e das obras ali expostas através do silêncio. A oficina abre um lugar para experimentar no corpo as possibilidades de transmitir esse silêncio através de movimentos, deslocamentos, gestos e composições.

Mirtes Calheiros é criadora, diretora e intérprete da Cia. Artesãos do Corpo | Dança-Teatro. Bailarina e pesquisadora do movimento, professora de dança e expressão corporal. Socióloga pela PUC-SP. Suas criações já participaram de festivais em diversos países (Argentina, Portugal, Itália, França, Bélgica). Cordenadora artística do Visões Urbanas – festival internacional de dança em paisagens urbanas.

Inscrições >> https://goo.gl/forms/MLYKY6htY2uYPqKs1

Dia 27 de abril das 15h:30 às 18h:30 |  Oficina de Fugaku 2018:  Origem dos corpos

Performance Fugaku busca através das práticas de Do-ho alguns processos criativos do corpo. Este workshop tem como proposta, através do toque, os acontecimentos do corpo sensível. A partir disso, experimenta-se dança.

Toshi Tanaka. Japonês nascido em Tokyo em 1960, artista performer fugaku, coordenador do Jardim dos ventos -projeto que busca um caminho que integra arte, vida e natureza, professor de seitai-ho licenciado no Instituto de Pesquisas de Educação Corporal em Tokyo e professor da Faculdade de Filosofia Comunicação Literatura e Artes – PUC/SP com Notório Saber em Performance. Criou o núcleo Fu Bu Myo In e as principais performances foram: Na água luminosa, Iki – Respiração, Tabibito – Viajante,Velho lago, Caminho da lua, Lua nova, Moc ka do e O vento que tece.

Inscrições >> https://goo.gl/forms/zs227AEZarTyRD5p2 

Fonte: Instituto Tomie Ohtake