Festival Paiol de Fotografia abre exposição online com o resultado das oito oficinas de sua primeira edição

A primeira edição do Festival Paiol de Fotografia, idealizado pelo Espaço Paiol de Arte e Cultura de Campinas, interior de São Paulo, dirigido pela fotógrafa e produtora Juliana Hilal, já disponibilizou a exposição 3D com trabalhos feitos pelos alunos das oito oficinas realizadas entre os dias 1° e 14 de março. A visitação é gratuita, aberta ao público em geral, e pode ser acessada pelo site do Festival. O Festival é contemplado pelo Edital Proac Expresso Lei Aldir Blanc Nº 40/2020 – Ministério do Turismo, por meio da Secretaria Especial de Cultura, Governo do Estado de São Paulo e por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa.

As oito oficinas foram orientadas por grandes nomes da área no Brasil: Marcelo Greco, Gal Oppido, Nair Benedicto, Alexandre Urch, Priscila Prade, Rogério Voltan, Jacqueline Hoofendy e Wilian Aguiar. O Festival recebeu mais de 300 inscrições, de cerca de 40 cidades do interior de São Paulo e da Capital. Cada oficina teve a duração de 9 horas distribuídas em três dias, e os resultados dos projetos propostos serão conhecidos na exposição.

A exposição é resultado dessa troca de saberes e experiências entre oficineiros e alunos. Para Juliana Hilal, diretora do Festival, o envolvimento de todos foi além do esperado. “Os alunos se dedicaram, participaram dos projetos propostos e se empenharam em todas as oficinas. Por outro lado, os oficineiros ministraram aulas que chegaram a durar mais do que previsto porque todos estavam muito envolvidos, compartilhando conhecimento”, coloca.

O fotógrafo Gal Oppido, responsável pela oficina Fotografia Criativa, concorda que houve surpresas de ambos as partes, de oficineiros e integrantes do curso. “Os nossos encontros se estenderam porque havia densidade entre o pedido e as soluçoes. O grupo, mesmo sendo um grupo de primeiro contato, eu me senti familiar e os resultados alcançados foram similares aos que desenvolvo normalmente. A exposição vai reunir trabalhos com elementos interessantes em termos de linguagem e frescor de imagens”, coloca.

Outro ponto é que o fato de ser online proporcionou acesso de pessoas do Estado inteiro, conseguindo atingir muito mais gente. Foi possível ampliar e democratizar o acesso, o que foi fundamental na opinião de oficineiros e direção.

“O Festival Paiol teve duas funções importantes. A primeira diz respeito à própria proposta, que é a difusão do conhecimento e cultura fotográfica de forma democrática, sem custos aos participantes, permitindo assim o acesso de pessoas que de outra forma não poderiam participar. A segunda é que os profissionais que prestaram serviços nas oficinas e palestras, foram remunerados adequadamente. Para isso, foram utilizados recursos da Lei Aldir Blanc. “Para mim foi um dos melhores usos que vi deste recurso público, pois beneficiou um público muito grande de pessoas, ao invés de um benefício individual”, coloca o fotógrafo Marcelo Greco, orientador da oficina de Fotografia Autoral.

Além dessa democratização do acesso, desde o princípio, a ideia do Festival era gerar uma oportunidade para compartilhar conhecimento, troca de experiências e, principalmente, promover um encontro entre profissionais reconhecidos nacional e internacionalmente e alunos de diferentes perfis e níveis. Entre os professores, há um consenso de que o resultado foi bom para os dois lados.

“A oficina foi uma experiência muito feliz, resultado não só da minha experiência como educadora, mas da extrema dedicação dos alunos e do profissionalismo da equipe do festival. Tudo fluiu de maneira muito intensa e encantadora e os trabalhos finais expõem a intensidade dessa vivência artística, humana e espiritual”, afirma a fotógrafa Jacqueline Hoofendy, responsável pela oficina de “Autorretrato”. Rogério Voltan, orientador da oficina de Fotografia de Alimentos, concorda que houve bastante envolvimento e interação com os alunos.

Todas as atividades do Festival Paiol de Fotografia foram online por conta das restrições de circulação. “Eu achei meu curso muito legal, pois preparei um conteúdo que passava por vários temas e situações da fotografia de rua, mas também da vida de um fotógrafo na rua. No geral achei o resultado super satisfatório, nada substitui a aula presencial, o olho no olho, mas é totalmente possível ensinar e aprender em tempos de pandemia”, afirma Alexandre Urch, responsável pela oficina de Fotografia de Rua.

Além da exposição, os participantes das oficinas receberão em suas casas os certificados de conclusão, juntamente com um caderno personalizado do festival e uma impressão fine art tamanho A4 de uma de suas fotos produzidas ou editadas durante o festival, selecionada pelo professor juntamente com a equipe de produção.

Outra atividade, a leitura de Portfólio, selecionou 32 inscritos, sendo quatro alunos para cada leitor convidado. “Como nas oficinas, o material recebido foi muito rico, com escolhas difíceis para chegarmos aos selecionados. As pessoas que se inscreveram têm realmente interesse em receber novos olhares sobre seus trabalhos e a expectativa está alta”, coloca Wilian Aguiar, responsável pela oficina Olhar Fotográfico e um dos diretores do Festival.

Fonte: Espaço Paiol de Arte e Cultura