Férias: MIS reabre para visitação pública com a exposição John Lennon em Nova York

O MIS reabre as portas ao público em 15 de janeiro de 2021, com a exposição John Lennon em Nova York por Bob Gruen, inaugurada em 13 de março de 2020 – e suspensa temporariamente, devido à pandemia da Covid-19. Com visitação reduzida de sexta a domingo e seguindo todos os protocolos de saúde determinados pelo Governo de São Paulo, os horários de visitação são os seguintes: sexta-feira: das 14h às 18h, grátis. Sábado e domingo: das 12h às 16h, R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada) 

Para acessar a exposição, os visitantes terão a temperatura aferida na entrada, deverão utilizar máscaras de proteção (obrigatório), manter distância de dois metros entre as pessoas, respeitar a capacidade máxima de cada sala e ter atenção às lixeiras específicas para descarte de máscaras e lenços. A venda e reserva de ingressos será somente on-line, pelo site do MIS. A loja do Museu, onde o público encontra o catálogo da exposição John Lennon em Nova York por Bob Gruen, permanece aberta nos mesmos horários do Museu e também seguindo todos os protocolos sanitários. 

A exposição 

Pouco tempo após John Lennon se mudar para Nova York, em 1971, Bob Gruen se tornou fotógrafo e amigo pessoal de John e Yoko Ono. Gruen registrou não apenas sua vida profissional junto a Yoko, mas também vários de seus momentos íntimos. As imagens de mostram Lennon como estrela do rock, artista solo em Nova York após sua saída dos Beatles e ferrenho defensor dos direitos humanos. Dividida em sete áreas e apresentada em ordem cronológica, a exposição do MIS conta com curadoria do jornalista Ricardo Alexandre. Entre as áreas, estão: New York City (primeira época de John e Yoko em Nova York, esta é a fase de maior atividade política e é marcada pelos problemas com a imigração); Lost Weekend (período entre 1973 e 1975, em que John e Yoko ficaram separados, nesta área estão algumas das fotos mais famosas de Bob Gruen); e Dono de casa (Yoko fica grávida e Lennon se retira da vida pública para “cuidar da casa, da mulher e dos filhos”, parte das fotos mais íntimas e exclusivas está nesta seção. 

 O #MISemCasa também está com programação especial, no YOUTUBE do MIS, até 17 de janeiro.

13.01 | Quarta-feira | 20h | Notas Contemporâneas – Alaíde Costa 

O programa Notas Contemporâneas registra depoimentos de significativos nomes do cenário musical brasileiro, erudito e popular, cuidando da manutenção da prática de história oral do MIS, um dos pilares de criação do museu. Durante o #MISemCASA, uma série de edições inéditas a partir desse material vem sendo apresentada, com organização e curadoria da historiadora Rosana Caramaschi, responsável pela entrevista, pesquisa e roteiros desde a primeira edição do programa em 2011. Alaíde Costa teve e tem grande importância na cena musical brasileira e, em abril de 2019, esteve no MIS e pôde relembrar e detalhar toda a sua trajetória no projeto Notas Contemporâneas. 

Alaíde Costa (Rio de Janeiro, 1935) é cantora e compositora brasileira. Iniciou sua carreira profissional em 1955, como crooner do dancing Avenida, no Rio de Janeiro. Já em 1957, gravou um 78 rpm contendo: Tarde demais (Hélio Costa e Lenita Andrade) e, nesse ano, lançou mais um 78 rpm com as canções Conselhos (Hamilton Costa e Richard Franco) e Domingo de amor (Fernando César). Em 1958, foi descoberta por João Gilberto e entrou em contato com os compositores da bossa nova.   No ano de 1959, ao lado de nomes como Sylvia Telles, Ronaldo Bôscoli, Carlos Lyra e Roberto Menescal participa do 1o Festival de Samba Session, no Rio de Janeiro, que o livro Chega de Saudade: A História e as Histórias da Bossa Nova, descreve: “…o grande sucesso da noite foi Alaíde Costa. Ela empolgou a multidão com ‘Chora Tua Tristeza’, de Oscar Castro-Neves e Luvercy Fiorini, que, meses depois, se tornaria a primeira canção ‘da bossa nova’ a estourar fora dos limites do movimento”. Seu primeiro LP, “Gosto de você”, 1959, continha as faixas “Pela rua”, (Ribamar e Dolores Duran), “Minha saudade” (João Donato e João Gilberto), “Lobo bobo” (Carlos Lyra e Ronaldo Bôscoli), “Erros de gramática” (Marino Pinto e Carlos Lyra), “Estrada branca” (Tom Jobim e Vinicius de Moraes), “Porque?” (Sebastião de Souza e Jonas Garret) e a canção-título (Geraldo Serafim e Armando Nunes), entre outras. Sua carreira segue e nos anos seguintes lançou: LP Alaíde canta suavemente (1960), Alaíde, Jóia Moderna (1961), Afinal (1963), Alaíde Costa (1965), etc. Seus últimos trabalhos foram Porcelana (2016), Anos de Bossa Nova (2018) e O Anel – Alaíde Costa canta José Miguel Wisnik (2020). 

Alaíde atuou também como atriz, recebendo em 2020 o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante no Festival de Gramado pelo filme Todos os Mortos, com direção Caetano Gotardo e Marco Dutra. Nos anos 60, participou do espetáculo teatral Os Monstros, de Denoy de Oliveira com direção de Ruth Escobar, ao lado do ator Raul Cortez. 

14.01 | Quinta-Feira | 19h |  Videoartepapo – Solange Farkas 

Quinzenalmente, o MIS apresenta um bate-papo ao vivo sobre videoarte, comandado pela videoartista Marcia Beatriz Granero, lançando luz sobre os diversos trabalhos que integram o Acervo do Museu e convidando artistas representativos.  

Um dos principais festivais de artemídia do mundo é brasileiro. Ele é o Videobrasil e dispensa longas apresentações. Sua história se confunde com a história do audiovisual. Pioneiro, o festival, dirigido por Solange Farkas desde a primeira edição, foi sempre um cenário de projeção das linguagens emergentes na arte contemporânea. Sem medo de arriscar, colocou o vídeo no campo da discussão estética nos primórdios dos anos 1980. Nos 1990, já incluia CD-ROMs e, no início dos 2000, web arte. 

16.01 | Sábado | 18h | Bate-papo de Cinema Pontos MIS | Futuro do Pretérito: Tropicalismo Now! 

O programa, que traz uma sessão de cinema online seguida por bate-papo ao vivo, apresenta nesta edição, o filme Futuro do pretérito: Tropicalismo now! (dir. Ninho Moraes e Francisco Cesar Filho, 2012, Brasil, 76 min), em parceria com a Vitrine Filmes. O documentário estará disponível ao público entre os dias 14 e 16 e, no sábado, às 18h, acontece (no canal do MIS no Youtube) bate-papo com o diretor Ninho Moraes e os convidados André Abujamra e Celso Favaretto. Mediação: Eduardo Bordinhom.

O documentário traz um mix de entrevistas, shows, intervenções artísticas e atores em pequenos esquetes, fazendo uma intersecção dos contextos social e artístico de 1968 com o atual. Um olhar do século 21 para um dos movimentos culturais mais importantes da história brasileira. 

17.01 | Domingo | 17h | MIS Ex-Libris  

Para abrir a série MIS Ex-Libris em 2021 – programa que debate literatura e novos suportes tecnológicos -, o museu traz o desenhista, músico e educador Yuri Garfunkel. Ele comenta sua nova obra, a HQ Viola encarnada, junto ao convidado Ivan Vilela, músico, professor da ECA-USP e responsável pela introdução do livro. A mediação é de José Luiz Goldfarb, curador do programa. 

Durante o bate-papo ao vivo, todos os participantes que enviarem um e-mail para mis.exlibris2020@gmail.com receberão gratuitamente, via e-mail, outra importante obra de Yuri Garfunkel: X-Sampa

Sobre o livro: A obra conduz o leitor para uma viagem sonora afinada com as características históricas e visuais da flora e da fauna dos estados brasileiros, fundamentais na formação da cultura caipira, numa jornada que percorre os sertões até chegar à cidade grande. Com sua obra, Garfunkel pretende apresentar uma visão do universo da música de viola diferente da proposta pelo mercado cultural atual. 

Fonte: MIS