Feira londrina Frieze terá 180 galerias de 32 países em Nova York

Do Brasil, participam A Gentil Carioca e as paulistas Fortes Vilaça, Vermelho e Mendes Wood

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Mais importante feira britânica de arte contemporânea, a Frieze – que acontece em Londres desde 2003 – volta a Nova York pelo segundo ano, após uma bem-sucedida estreia em 2012. A estrutura especialmente montada pelo escritório de arquitetura nova-iorquino SO-IL para o evento, no Randall’s Island Park, entre Manhattan, Queens e o Bronx, abre na sexta-feira para o público com 180 galerias de 32 países. Do Brasil, participam A Gentil Carioca e as paulistas Fortes Vilaça, Vermelho e Mendes Wood – esta na seção Frame, na qual galerias estabelecidas há menos de seis anos apresentam o trabalho de um único artista (no caso, a mineira Patricia Leite). A curadoria da Frame é do brasileiro Rodrigo Moura e Tim Saltarelli. A Frieze tem outra seção de galerias emergentes, a Focus, dedicada a espaços abertos a partir de 2002.

O Parque de Esculturas reúne, além de Saint Clair Cemin, nomes como Paul McCarthy e Tom Friedman. Haverá ainda projetos comissionados por cinco artistas – Marianne Vitale, Liz Glynn, Matteo Tannatt, Andra Ursuta e Maria Loboda – convidados a conceber trabalhos site-specific(criados para determinado lugar) que dialoguem com a locação ou com a experiência da feira. E uma homenagem ao lendário restaurante Food, concebido pelo artista nova-iorquino Gordon Matta-Clark com sua então namorada, Carol Goodden, em 1971. O espaço-tributo terá a cada dia um novo cardápio e um artista-chef diferente na cozinha, entre eles a própria Carol Goodden. Restaurantes, aliás, costumam ser citados como um grande atrativo da feira: este ano serão oito, do Sant Amboroeus, reduto da intelligentsia nova-iorquina, ao Marlow & Sons, uma instituição no Brooklyn.

Mas nem só de Frieze são feitos estes dias de maio, que transformam Nova York em palco de uma das semanas mais agitadas do calendário mundial da arte. A temporada da primavera nas grandes casas de leilões faz de Christie’s, Sotheby’s e Phillips imperdíveis museus gratuitos – antes das vendas, as obras (este ano tem até uma pintura de Fernand Léger que, dizem, ficava no quarto de Madonna) podem ser visitadas. A Sotheby’s ainda abre na sexta em sua galeria S/2 a exposição comercial “Brasil vivido”, com mais de 50 obras de 16 artistas contemporâneos brasileiros, como Adriana Varejão, Carlito Carvalhosa, Angelo Venosa, Marcos Chaves, Lucia Koch e Cinthia Marcelle. Outra exposição de arte brasileira será inaugurada amanhã na galeria Cristin Tierney, em Chelsea – “Concrete Remains: Postwar and Contemporary Art from Brazil”, com curadoria de Jacopo Crivelli Visconti, reúne de Lygia Clark a Fernanda Gomes, de Hélio Oiticica a Iran do Espírito Santo.

Nas galerias está boa parte da força da semana, naturalmente: estão abrindo, por exemplo, Anselm Kiefer na Gagosian, Tracy Emin nos dois endereços da Lehman Maupin, Janis Kounellis na Cheim & Read, Jeff Koons na David Zwirner e Paul McCarthy na Hauser & Wirth.

Fonte: O Globo