Exposição “Tessituras – Tramas de luz e som” é destaque na Matilha Cultural

A partir de 7 de julho, a Matilha Cultural vai ser palco da exposição Tessituras – tramas de som e luz, da diretora de arte, cenógrafa, figurinista e fotógrafa Karla Pessôa. A exposição é composta por autorretratos impressos em grande formato, resulta de intensa pesquisa de luz, som e suas intervenções sobre o corpo e a cena. A exposição conta com trilha sonora exclusiva composta pelo premiado músico Ivo Senra. A curadoria é da museóloga Karina Muniz Viana. Tessituras – tramas de som e luz fica em cartaz de 7 de julho a 6 de agosto de 2017.

Tessituras – tramas de som e luz trata de questões íntimas da artista, mas que se desdobram em questões contemporâneas num tempo de exposição maciça e falta de reflexão. Nas palavras da curadora: “Pessôa, à frente de seu tempo, transmite em imagens ‘sensíveis’ o que o inconsciente humano desenha e movimenta aleatoriamente, em um jogo continuado de formas e sensações. Como navalha que rompe, penetra e liberta, sua produção trouxe aos nossos olhos um manifesto de clamor à libertação pragmática”.

O processo de construção das imagens contou com a presença da curadora, que após concluído, seguiu para as mãos do compositor Ivo Senra. A trilha sonora original é parte fundamental da exposição, assim como o projeto de iluminação, assinado pro Djalma Amaral: sem elas, as imagens impressas e as cronofotografias perderiam toda sua potência. Karla Pessôa atua há mais de 18 anos no meio cultural e sua ligação com a música é muito forte, tendo trabalhado como figurinista, cenógrafa, diretora de arte e fotógrafa com artistas dos mais variados estilos como Isabella Taviani, Bianca Gismonti, Thiago Amud e Mariana Baltar. Dessa vivência intensa com a música veio a necessidade de embalar suas imagens com uma trilha exclusiva, pensada para a exposição sob encomenda.

 

Sobre Karla Pessôa

Mais conhecida no meio artístico como Karla Pê é formada em Belas Artes, pela UFRJ, e em design, pela UESA. Idealizadora da empresa Mais e Melhores, onde atua como fotógrafa, figurinista, cenógrafa e diretora de arte. Na área musical, desenvolveu projetos de cenários e figurinos para Isabella Taviani, Mariana Baltar, Duo Gisbranco (tour nacional e internacional), PianOrquestra como figurinista/cenógrafa (tour nacional e internacional), Bianca Gismonti e Thiago Amud. Para TV, criou figurino para o programa “Som Brasil” (Mariana Baltar), a microssérie “Capitu” (personagem José Dias), o clipe das músicas “Serra do Céu” (Duo Gisbranco) e “Presente Passado” (Isabella Taviani) e peças avulsas para a novela “Lado a Lado”. No teatro, elaborou cenários e figurinos para a peça “JUMBO – Eu visito a tua ausência” (direção de Joana Lebreiro) e “Histórias de Alexandre” (direção de Antônio Karnewale). Em 2013 e 2014 criou a cenografia para o Festival MIMO (Paraty, Ouro Preto, Olinda e Tiradentes) e assinou a produção de arte da exposição “Virei Viral” no CCBB-RJ. Criou o projeto expográfico para a mostra “Espectros Contemporâneos” dentro do Festival Sesc de Inverno (Sesc Nova Friburgo) e para a mostra “Clube do Jazz e Bossa” (Sesc Nova Friburgo) em 2013; e para a mostra “Grafite em Movimento”, também para o Festival Sesc de Inverno (Sesc Nova Friburgo e Quitandinha) em 2014. Em 2016 assinou a direção de arte do programa “Onde anda a canção?” e da revista “Acorde!”. Em 2017, assinou o projeto expográfico para a mostra Palavra Líquida – traço e questão de gênero” no Sesc Tijuca.

 

Sobre a curadoria

Karina Muniz Viana, mineira de Pouso Alegre é Museóloga dedicada à gestão de museus desde 2004. Graduou-se em Gravura pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná em 2007, onde teve a oportunidade de estudar História da Arte e Fotografia. Foi responsável pelo inventário da obra gráfica e pictórica de Uiara Bartira e Paul Garfunkel. Assinou a curadoria da exposição de Bartira – Conciliar – realizada no Museu de Arte Contemporânea do Paraná – MAC PR, em 2012. No ambiente dos museus, explora as novas tecnologias da informação e comunicação e o empoderamento do indivíduo globalizado frente ao ciberespaço.

De pronto aceitou o convite da artista para assinar a curadoria e mergulhou no processo com olhar aguçado e observações pertinentes. Assinou o texto que se segue apresentando a exposição:

 

Sobre a Matilha Cultural

Com oito anos de existência, a Matilha Cultural é uma entidade independente e sem fins lucrativos instalada em um edifício de três andares, localizado no centro de São Paulo. Integra um espaço expositivo, sala multiuso, café, além de um cinema com 68 lugares. Fruto do ideal de um coletivo formado por profissionais de diferentes áreas, a Matilha foi aberta em maio de 2009 e tem como principais objetivos apoiar e divulgar produções culturais e iniciativas socioambientais do Brasil e do mundo.

Toda programação da Matilha Cultural é gratuita ou a preços populares. O espaço pode ser locado para eventos privados e a renda dessa locação é revertida para financiar projetos culturais e socioambientais da entidade.

 

MATILHA CULTURAL (ARENA)

Rua Rego Freitas, 542 – São Paulo

Tel.: (11) 3256-2636

Horários de funcionamento: terça-feira a domingo, da 12h às 20h/ exceto sábados: 14h às 20h

Wi-fi grátis

Cartões: VISA (débito/ crédito)

Entrada livre e gratuita, inclusive para cães

www.matilhacultural.com.br

 

Fonte: Matilha Cultural