Exposição revela importância da renda na construção da identidade da moda brasileira

Destaque das coleções desfiladas nas últimas temporadas nacionais e internacionais de moda, a renda é uma espécie de patrimônio da cultura nacional.

Seu processo de confecção e a diversidade de suas tramas são o mote da exposição “Renda Brasileira”, em cartaz no Sesc Belenzinho.

Por meio de 228 peças, entre fotografias, vídeos, sapatos e roupas de estilistas como Ronaldo Fraga, Mayumi Ito, Lino Villaventura, Walter Rodrigues e Martha Medeiros, a mostra denota a importância do tecido na construção da moda brasileira.

Divulgação
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Vestido exposto na mostra “Renda Brasileira”, em cartaz no Sesc Belenzinho 

Toalhas e blusas rendadas do século 19, colhidas nos acervos do Museu do Folclore Edison Carneiro, do Rio, e no Museu de Etnologia e Arqueologia da Universidade Federal de Santa Catarina, se misturam às criações dos designers e traçam um panorama sobre como a renda é usada hoje pelos criadores.

“O costume dos estilistas em importar a matéria-prima para a confecção das roupas está mudando. A exposição evidencia essa valorização da renda nacional e busca revelar as comunidades de rendeiras que ainda produzem esses tecidos no país”, explica o curador Renato Imbroisi.

Conhecido por encabeçar projetos de resgate da cultura de moda em comunidades de tecelões no Brasil, Imbroisi e uma equipe de pesquisadores escolheram as rendas de bilro, filé, nhanduti, irlandesa, renascença e frivolité para compor a mostra.

“A irlandesa, por exemplo, é raríssima e só é produzida no interior do Sergipe. Nossa ideia é fazer com que, além do público entender essas rendas como parte de sua cultura, mais profissionais de moda conheçam a relevância dessa tradição e a tornem sustentável”, explica a gestora cultural e pesquisadora da mostra Silvia Sasaoka.

RENDA BRASILEIRA
QUANDO de ter. a sex., das 10h às 21h30, sáb., dom. e feriados, das 10h às 19h30
ONDE Sesc Belenzinho (r. Pe. Adelino, 1.000; tel. 0/xx/11/2076-9700)
QUANTO grátis
CLASSIFICAÇÃO livre

Fonte: Folha de S. Paulo