Exposição descortina cena por trás de uma obra

 Foto: Filipe Berndt                                  

Independencia ou Morte O Grito Bruno Moreschi foto por Filipe Berndt02 alta
Independência ou Morte – O grito

Está aberta ao público até o dia 27 de novembro, a exposição “Em Obras”, do paranaense radicado em São Paulo Bruno Moreschi. Ao todo, seis trabalhos – duas grandes obras e quatro excertos – mostram uma inquietação do artista para desvendar o universo que contorna a produção da pintura e coloca em primeiro plano todos os profissionais envolvidos por trás de uma tela feita. A entrada é Catraca Livre.

Doutorando em artes visuais pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Moreschi convida o público experimentar uma nova perspectiva ao expor facetas não reveladas de um processo artístico. Em “Independência ou Morte/O Grito”, ele faz uma recriação da obra original de Pedro Américo, em conjunto com pintores de técnica realista, encontrados em praças públicas da cidade de São Paulo.

O pintor Marco Andrade Jr., conhecido por pintar na entrada do Parque Trianon, na Avenida Paulista,  foi quem mais trabalhou nessa tela com Moreschi. A obra é resultado de um trabalho árduo entre o artista e esses pintores para ter uma versão provisória da obra de Américo, com quatro metros de altura: quase três metros menor que a original.

Nascido em 1982, Bruno Moreschi desenvolve doutorado em artes visuais pela Unicamp. Sua mais recente exposição individual aconteceu no Paço das Artes, com curadoria de Priscila Arantes, na mostra intitulada Sala de Leitura, além de já ter exposto no Brasil, Europa e Estados Unidos. O artista realizou residência artística na Universidade de Coimbra, em Portugal, além de ter uma obra sua na coleção do MAC-USP. Ainda este ano, Moreschi participa da Frestas – Trienal de Artes, em Sorocaba, ao lado da artista espanhola Cristina Garrido.

Sobre a Blau Projects

Aberta há um ano na Vila Madalena, em São Paulo, a Blau Projects se dedica exclusivamente à arte contemporânea, em todos os suportes – pintura, fotografia, vídeo, desenho, performance e tridimensional. Entre os artistas representados, estão Bruno Moreschi, Marcone Moreira, Renata Cruz, além de Vitor Mizael. ‘Nossa missão é apoiar e estimular artistas emergentes, além de fomentar a discussão sobre a arte contemporânea’, conta Juliana Blau, diretora da galeria. O espaço também incentiva a arte visual brasileira com a criação de um edital, o C.LAB, que seleciona anualmente dois projetos inscritos por curadores independentes, o que reforça a missão da galeria como incubadora e difusora da arte contemporânea.

Fonte: Catraca Livre