Exposição de Antonio Parreiras na Fundação Maria Luisa e Oscar Amaericano

De 25 de outubro a 15 de dezembro de 2013, público poderá conhecer a obra dos três grandes paisagistas niteroienses.

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A Associação dos Amigos da Arte de São Paulo – SOCIARTE apresenta na Fundação Maria Luisa e Oscar Americano, a exposição Família Parreiras: Antonio, Edgar e Dakir com cerca de 50 pinturas, que integram coleções particulares do Estado de São Paulo, dos três grandes paisagistas niteroienses: Antonio Parreiras (Niterói, RJ, 1860-1937), Edgar Parreiras (Niterói, RJ, 1885-1964) e Dakir Parreiras (Niterói, RJ, 1894 – Rio de Janeiro, RJ, 1967).

Com curadoria de Ana Paula Nascimento e Ruth Sprung Tarasantchi, a mostra configura-se numa oportunidade única para ver parte da produção artística dos três membros da família reunidos em um mesmo espaço. Este encontro possibilita o exame das semelhanças e, principalmente, das diferenças na produção dos três pintores. Ainda que todos tenham como foco principal a paisagem, esta recebe uma interpretação diferenciada de cada um deles. Entre os destaques da mostra estão: Hora de Ouro, 1925; Ventania, c.1888; Panorama do Rio de Janeiro com Pão de Açúcar, sem data, todas de Antonio Parreiras; Rio, 1929 e Paisagem do Pão de Açúcar – Rio de Janeiro, sem data, de Dakir Parreiras e Paisagem do Rio de Janeiro, sem data e Casa de sítio, 1921, ambas de Edgar Parreiras.

Antonio Parreiras pode ser considerado um dos mais importantes paisagistas brasileiros das últimas décadas do século XIX e das três primeiras do século XX. Realizou exposições em diversos locais do Brasil e mesmo no exterior, foi ainda um mestre, lecionando em diversas ocasiões e cidades. Seus principais discípulos foram o sobrinho, Edgar, e o filho, Dakir, que, apesar de terem seguido os passos de Antonio – especialmente no campo da pintura de paisagens – são menos representados em museus e instituições públicas, a despeito da qualidade de suas obras.

Com obras presentes em muitos museus e instituições, além de coleções particulares, Antonio Parreiras deixou uma produção que se estende por todos os gêneros: a paisagem, segmento ao qual se dedicou com mais afinco por toda a vida; a figura humana e os animais, e, especialmente entre 1909 e 1922; os nus, com os quais é identificado como pintor na França e as pinturas históricas. Ao longo de toda sua vida, também experimentou diversos tipos de representações: se no início da carreira o traço era duro e o uso de cores em forte contraste era marcante, passa posteriormente às massas concentradas, os tons fechados nos céus e nos reflexos da água, e o empastamento torna-se mais espesso; adentra a mata à procura de um verdadeiro sentimento de comunhão, uma síntese; em seguida, clareia a paleta. Mais adiante, passa a mesclar elementos, a inserir figuras, animais e construções. Por fim, passa a fazer pinturas densas, mas com cores diluídas.

O sobrinho Edgar, com temperamento bem diferente, busca uma renovação no gênero da paisagem, mesmo que ainda baseada nos ensinamentos obtidos em família e na Académie Julian. A pincelada torna-se mais aberta, o contraste entre os verdes e os tons terrosos é enfatizado, o céu normalmente é menos luminoso e o horizonte é mais alto. Já nas obras do filho Dakir há trechos em que a tinta parece ser salpicada, com grande destaque para os elementos aquáticos, notabilizados com ondeado e brilho.

ABERTURA: 24 de outubro de 2013 (quinta-feira), às 20h.
EXPOSIÇÃO: 25 de outubro a 15 de dezembro de 2013

FUNDAÇÃO MARIA LUISA E OSCAR AMERICANO
Av. Morumbi, 4077
05650-000 – São Paulo – SP – Brasil
Tel (11) 3742-0077 | Fax (11) 3746-6941
www.fundacaooscaramericano.org.br

De terça a domingo, das 10h às 17h30.

Valor do ingresso:
R$ 10,00
(Estudantes e maiores de 60 anos: R$ 5,00)
* Todo primeiro sábado de cada mês entrada gratuita a todos.