Empresário de Rio das Pedras cria museu particular com antiguidades

Sérgio Rubia mantém enorme acervo em sítio na zona rural de Piracicaba. Paixão pela cultura mineira o fez colecionar diversos artigos históricos.
 
Rubia com instrumento que tira água de poço: “Está 
funcionando”, comentou (Foto: Eduardo Guidini/G1

A paixão pela cultura mineira fez o empresário Sérgio Rubia, morador de Rio das Pedras (SP), criar um museu particular com antiguidades em seu sítio, na zona rural de Piracicaba (SP). Uma charrete de 1901, um piano alemão do século VXIII, chaves usadas para trancar os escravos brasileiros nas senzalas, apito de trem e o equipamento utilizado antigamente por dentistas são apenas alguns dos inúmeros itens do acervo mantido pelo aficionado em história. E ele tem na ponta da língua todas as explicações sobre os objetos.

“Tudo o que eu aprendi foi viajando e perguntando para as pessoas. Nasci em Rio das Pedras, mas morei muito tempo em Minas e foi lá que eu tomei gosto por esses artigos. Quem não conhece Minas Gerais não conheceu o mundo”, contou Rubia. Apesar da paixão pelo estado onde nasceu Aleijadinho, o empresário possui artigos de diversos locais, como um filtro de pedra português, também do século XVIII.
 
Ferros de passar roupa, balanças, telefones, panelas, rádios, máquinas de escrever, caixa registradora, caneta de pena, cadeados, estribos, martelos, marretas, bengalas, cômodas, baús, conchas, máquinas de costura fazem parte da coleção. “Esses são os objetos menores. É difícil eu especificar ou quantificar tudo o que juntei ao longo desses anos. Tem uma bengala da Alemanha que tem ferro na parte de cima. Ela era usada como bengala e como arma também”, explicou Rubia.
 
Acervo
 
Além dos objetos considerados pequenos, conservados dentro de imóveis no sítio, o acervo do empresário impressiona também pelos itens grandes. “Tenho engenho de cana, carro de boi, coleção de estribos, moinho de fubá, alambique, tacho”, comentou Rubia. “Sabe qual é a diferença entre tacho e tacha?”, perguntou. “O tacho é o macho e tem alças. Já a tacha é a fêmea e não tem”, completou, ao melhor estilo Forrest Gump, o contador de histórias. “A minha filha chegou ao casamento dela na charrete Trolle de 1901 que eu tenho. Foi maravilhoso”, recordou.
 
Apesar da grande quantidade de itens, ele garante que não comprou quase nada em antiquários. “Tudo o que eu tenho guardado eu ganhei ou troquei. Não gosto de antiquários. Eles compram barato para vender caro. Acho isso errado. Eu tenho por prazer mesmo. Muitas vezes consegui porque as pessoas iam jogar fora e eu acabava pegando para mim. A coleção de estribos, por exemplo, eu troquei por um fogão”, concluiu Rubia.

Engenho de cana no sítio de Rubia, na zona rural de Piracicaba (Foto: Eduardo Guidini/G1)
 
Fonte: Portal G1