Em junho, Museu de Arte Sacra promove a palestra O Barro Cinzento Paulista

A produção em barro cozido nas olarias do Tijucusú e de Pinheiros. Sob controle da Ordem de São Bento em São Paulo entre o século XVI e o XIX. Esta é a ambientação da palestra “O barro cinzento paulista”, que será realizada no dia 1º de junho, às 14h, no Museu de Arte Sacra, com a professora Edileine Carvalho Vieira.

A “cultura do barro” é uma das heranças populares mais persistentes, seja desde as casas de taipa de pilão que ainda se encontram em algumas localidades do Brasil, como pelos objetos cerâmicos de alta qualidade exportados pelos artesãos brasileiros. Poucas mudanças ocorreram em relação à produção em barro durante o período colonial, onde se uniram e permaneceram unidas técnicas indígenas, portuguesas, e em algumas localidades, africanas.

Houve um grande interesse da Vila de Piratininga pela criação das primeiras olarias, e isso teve uma relevância para o ofício dos oleiros. A suposta “indústria oleira” seria, portanto, um sistema organizado com suas regulamentações, organização espacial e o desenvolvimento de uma mão de obra especializada.

O material levantado auxiliará no entendimento de um ofício secular e na importância da manutenção das tradições populares; tradição essa que atravessou o oceano e chegou com os imigrantes italianos na ocupação da Fazenda do Tijucusú. Além disso, o tema trará informações geográficas sobre os principais rios da região e o quanto sofreram interferências.

Para tanto, a palestra abordará a fundação das primeiras olarias; a importância das atividades acessórias para a colônia; como se deu a apropriação da mão de obra indígena; as atividades na Fazenda do Tijucusú até sua venda ao Estado e a posterior criação do Núcleo Colonial de São Caetano; a descoberta arqueológica da olaria da Vila de Pinheiros, onde hoje se localiza o Largo da Batata; e centralizará toda essa informação com a administração dos Beneditinos. Citará também todo o processo e as dificuldades em acessar documentos primários nos arquivos, documentos religiosos e seus impedimentos e a construção de uma narrativa tão distante dos fatos.

O conteúdo da palestra destina-se ao público em geral por se tratar de um tema relevante à cidade de São Paulo, suas origens e suas histórias. Entretanto, todo o viés da palestra baseia-se em temas de história, arte, mecanismos de pesquisa e  sociologia; o que pode vir a interessar aos estudiosos dessas áreas especificas, incluindo professores. Até mesmo para um desdobramento do conteúdo em sala de aula ou como arcabouço de estudantes universitários em processo de pesquisa ou não.

A palestrante

Edileine Carvalho Vieira, mestre em Culturas e Identidades Brasileiras pelo Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo IEB/USP, com extensão Universitária em Estudos Brasileiros: Projetos e Metodologias de Pesquisa, também pelo Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo IEB/USP e especialização em Museologia, História da Arte e Estética pelo Museu de Arte Contemporânea de São Paulo.

Professora de Artes na Escola Paulistinha de Educação, vinculada à Universidade Federal de São Paulo, UNIFESP, desde 2013.

SERVIÇO:

Palestra “O barro cinzento paulista”

1º de junho, às 14h

Gratuito, não é necessária inscrição com antecedência, entrada por ordem de chegada (capacidade 70 lugares)

Museu de Arte Sacra de São Paulo

Av. Tiradentes, 676, Luz, metrô Tiradentes, São Paulo

Ao final da palestra, será oferecido certificado de participação.

Mais informações: (11) 5627-5393

Fonte: Museu de Arte Sacra de São Paulo