CENTRO DE MEMÓRIA-UNICAMP realiza colóquio sobre gestão do patrimônio cultural

Evento é comemorativo ao aniversário de 35 anos da instituição

Em 1º de julho, o Centro de Memória-Unicamp (CMU) completa 35 anos e para celebrar, realiza até o dia 02 de julho o II Colóquio Gestão do Patrimônio Cultural “O papel das instituições na preservação da memória local”, com transmissões virtuais gratuitas, das 14h às 17h, na página do CMU no Facebook (facebook.com/centrodememoria/).

Com duas mesas virtuais, o evento tem como tema central “O papel das instituições na preservação da memória local”, buscando discutir como as instituições de memória tem desempenhado suas ações na salvaguarda das memórias e das histórias locais e regionais por meio de acervos, impulsionando processos de (re)construção das identidades. Neste sentido, a programação articula diversos arquivos, museus e centros de documentação do interior paulista para discutir seus modus operandi e trocar experiências acerca de processos de gestão, preservação e difusão de acervos.

Na quarta-feira (dia 1º), haverá a transmissão da mesa virtual – Acervos de arquivos e centros de documentação, com André Luiz Paulilo (Centro de Memória-Unicamp), Maria de Fátima Guimarães (Centro de Documentação e Apoio à Pesquisa em História da Educação), Rita de Cássia Francisco (Arquivo Municipal de Campinas) e Mônica C. B. Frandi Ferreira (Arquivo Público e Histórico de Rio Claro).

No dia 2, será realizada a live A memória entre papéis e objetos, com Adriana Pessatte Azzolino (Museu “Major José Levy Sobrinho”), Anicleide Zequini (Museu Republicano Convenção de Itu), Leila Maria Massarão (Fundação pró-Memória de São Carlos) e Carlos Gustavo Nóbrega de Jesus (Fundação pró-Memória de Indaiatuba).

História

O Centro de Memória-Unicamp (CMU), órgão da Coordenadoria de Centros e Núcleos Interdisciplinares de Pesquisa, ligado à Coordenadoria Geral da Universidade Estadual de Campinas, completará seus 35 anos de existência. Fundado em 1985, por iniciativa do Prof. Dr. José Roberto do Amaral Lapa, o CMU constituiu-se como um dos mais importantes espaços de memória de Campinas (SP), preservando milhares de fontes documentais que vão do século XVII aos dias atuais. São manuscritos, impressos, livros, jornais, revistas, fotografias, mapas, plantas e objetos que ajudam a recontar a história de Campinas e região, muitos deles ainda inéditos, organizados em mais de uma centena de conjuntos documentais de naturezas pública e privada.

A fundação do organismo, contudo, é anterior e tem origem com o próprio fundador da Unicamp, Prof. Dr. Zeferino Vaz. Apesar dos diversos estudos e iniciativas, o estopim para a criação do CMU foi o desejo do Fórum de Campinas de descartar grande parte de suas fontes cartoriais. Cerca de 50 mil processos datados entre 1793 e 1940 seriam incinerados, uma grande perda para a história local e regional. Frente a isso, um grupo de professores liderados por Amaral Lapa mobilizou-se e conseguiu a transferência do acervo para a Unicamp, mediante comodato, ação central para a origem do CMU.

Ao longo do tempo, o órgão foi se constituindo como um centro de documentação e pesquisa, passando a receber diversos conjuntos documentais de personagens campineiras, instituições públicas e privadas e também de pesquisa – alguns cuja abrangência atinge a esfera nacional. Seus setores técnicos foram também se estruturando e se especializando, constituindo-se como um espaço de referência na preservação de acervos no interior paulista. Em 2015, o CMU passou por uma profunda reformulação interna, visando aprimorar seus serviços, com foco no atendimento especializado à comunidade interna e externa à Unicamp.

Conforme aponta o diretor do CMU, Prof. Dr. André Luiz Paulilo, o centro “é indiscutivelmente uma das mais importantes instituições de memória cultural de Campinas e região, tanto pela qualidade de seu acervo quanto pelos serviços técnicos realizados”. Estes, destaca Paulilo, que também é docente na Faculdade de Educação da Unicamp, tem grande repercussão externamente. “O CMU, ao longo da sua história, foi um centro que se preocupou de igual maneira com a preservação de acervos em cidades de nossa região, podendo-se destacar as inciativas de treinamento de centenas de profissionais e as ações que levaram à fundação de diversos museus, arquivos e centros de documentação. É a marca do CMU para além dos muros da Unicamp, cumprindo um dever da universidade pública”.

Em 2018, o CMU foi nominado no Registro Nacional do Brasil do Programa Memória do Mundo da Unesco, com o projeto “Feminismo, ciência e política – o legado Bertha Lutz, 1881-1985”, uma candidatura conjunta com o Arquivo Histórico do Itamaraty, Arquivo Nacional e Centro de Documentação e Informação da Câmara dos Deputados.

SERVIÇO

II COLÓQUIO GESTÃO DO PATRIMÔNIO CULTURAL – “O papel das instituições na preservação da memória local”

Datas: 1 e 2 de julho de 2020

Horário: sempre das 14h às 17h

Local: virtual, com transmissão pelo Facebook do Centro de Memória-Unicamp (facebook.com/CentroDeMemoria/)

1 de julho de 2020 (quarta-feira)

Mesa 1 – ACERVOS DE ARQUIVOS E CENTROS DE DOCUMENTAÇÃO

André Luiz Paulilo – Centro de Memória-Unicamp

Maria de Fátima Guimarães – Centro de Documentação e Apoio à Pesquisa em História da Educação

Rita de Cássia Francisco – Arquivo Municipal de Campinas

Mônica C. B. Frandi Ferreira – Arquivo Público e Histórico de Rio Claro

2 de julho de 2020 (quinta-feira)

Mesa 2 – A MEMÓRIA ENTRE PAPÉIS E OBJETOS

Adriana Pessatte Azzolino – Museu “Major José Levy Sobrinho”

Anicleide Zequini – Museu Republicano “Convenção de Itu”

Leila Maria Massarão – Fundação pró-Memória de São Carlos

Carlos Gustavo Nóbrega de Jesus – Fundação pró-Memória de Indaiatuba

Mais informações: cmemoria@unicamp.br

Fonte: Unicamp