Boletim do ICOM Portugal traz artigo sobre a mudança de função e uso do Palácio Boa Vista

O Boletim do ICOM Portugal já está disponível. Com base na temática “Histórias Custodiais”, a curadora do Acervo dos Palácios, Ana Cristina Carvalho, escreveu um artigo que destaca a experiência, nesta gestão do governador João Doria, da mudança de função e uso do palácio Boa Vista, de residência do governador para museu aberto à comunidade. Não é um museu de comunidade, mas um museu-palácio para a comunidade.  Com o fechamento do palácio por razões da pandemia, o local segue com atividades on-line.

Nessa edição do Boletim, propõe-se expor as origens das coleções dos museus em foco. A multiplicidade e a transversalidade desses depoimentos transmitem o entusiasmo com que as coleções são cuidadas e estudadas, conferindo-lhe um carácter único e de enorme valor cultural.

À semelhança do que foi feito no Boletim de julho com o Museu Calouste Gulbenkian, neste, ganhou destaque o Museu Nacional de História Natural e da Ciência (Universidade de Lisboa). A escolha deste museu baseia-se na abrangência e diversidade das suas coleções científicas, construídas ao longo de séculos, com o estudo e exploração da biodiversidade natural em nível mundial.

Há também as histórias custodiais apresentadas nos Encontros de Outono, com o tema Novo olhar sobre as Coleções. Documentar e Conservar, realizados na Casa de Camilo – Centro de Estudos, Seide, em Vila Nova de Famalicão, nos dias 1 e 2 de Outubro.

A entrevista com Simonetta Luz Afonso é um testemunho precioso de uma museóloga e gestora cultural, cujo trabalho foi crucial na permeabilidade e contaminação do conhecimento na conservação e estruturação do Património Cultural. O seu trajeto profissional revela-se como uma prática de serviço público e é um exemplo.

Por fim, João Paulo Serafim foi convidado a realizar não só a capa, como todos os separadores, com quatro trabalhos fotográficos originais. Os seus ensaios visuais incidem sobre os museus, arquivos, bibliotecas, coleções, história natural e ciência, onde a apropriação da imagem é uma permuta. A cultura contemporânea é uma cultura de paradigma do visual.

Espera-se que este número do Boletim seja uma oportunidade de se repensar as coleções e de sustentá-las.

Confira a publicação na íntegra clicando aqui.

Fonte: Acervo dos Palácios / ICOM Portugal