As fachadas do Museu Paulista vão receber o primeiro diagnóstico

O Estúdio Sarasá iniciou o diagnóstico para a fundamentação do projeto de conservação e restauro das fachadas do Museu Paulista da USP, no último dia 15/07. A atividade atende à solicitação da Superintendência do Espaço Físico da Universidade de São Paulo (SEF) e contempla a avaliação dos seguintes itens:

– argamassas;
– caixilhos de portas e janelas;
– descidas de águas pluviais e condutores da cobertura, em área de aproximadamente 3.200m2;
– adequação das calçadas em torno da edificação;
– estudo sobre eliminação dos pontos de iluminação, procedimentos para a retirada da fiação, cabeamento sem uso e luminárias fixadas nas fachadas;
– considerações sobre tipo e fixação de para-raios.

O trabalho do Estúdio Sarasá, especializado em conservação e restauração do Patrimônio Histórico, visa a análise, estudo e apontamento dos procedimentos necessários à sanidade do edifício, com caráter de edificação histórica. A empresa vai fornecer relatórios técnicos norteadores da execução dos serviços técnicos de restauro e de acompanhamento junto ao Departamento do Patrimônio Histórico de São Paulo, CONPRESP, CONDEPHAAT e IPHAN.

O Parque da Independência vai receber na área do bosque um canteiro, sinalizando a obra, dois “containers”: um para escritório, com sanitário, e outro com laboratório, para a manipulação das amostras. Também serão afixados regularmente painéis com as etapas das atividades e detalhes das ações para informar a comunidade.

Segundo o conservador e restaurador, Antônio Sarasá, o estudo prevê um mapeamento de danos na fachada, identificando patologias encontradas e abordagem dos avanços das degradações: nas argamassas, madeiramento, montantes em madeira e ferragens. “Com base nas informações coletadas, serão fornecidas instruções técnicas à equipe posteriormente contratada sobre procedimentos para lavagem da fachada, retirada de vegetação, sujeiras provocadas por pombos, dentre outras diretrizes”, explica Sarasá.

Outra etapa importante é o mapeamento de solo. Para o estudo de identificação de interferências presentes em subsuperfície, será realizado o levantamento geofísico utilizando a técnica de Radar de Penetração em Solo (Ground Penetrating Radar – GPR). A tecnologia se baseia na propagação e reflexão de ondas eletromagnéticas.

A partir das explorações e análises será realizado o levantamento cadastral da rede de captação de águas pluviais. Assim, serão entregues amostras, relatórios, laudos, gráficos e imagens contribuindo para a projeção e diretrizes necessárias à conservação e restauro.

O prazo para o término das atividades é de 150 dias e o valor do investimento é de R$ 722.520,45. Em 2013, o Museu Paulista comemora 120 anos de fundação e 50 anos de incorporação à USP.

Fonte: USP