Artista plástico Jeffrey Gibson abraça legado indígena

Em uma tarde ensolarada de maio, Jeffrey Gibson andava por seu ateliê de um lado para outro, tentando organizar quais obras de arte iriam para onde.

Abstrações geométricas luminosas, meticulosamente pintadas sobre couro de veado, estavam prestes a ser escolhidas para uma feira de arte. A interpretação de Gibson de um baú de couro cru, um utensílio tradicional de indígenas americanos, seria enviada a Nova York para uma exposição individual no Museu da Academia Nacional. Duas abstrações no estilo Delaunay em couro de alce tinham sido mandadas para um museu em Ottawa.

“Se você me dissesse cinco anos atrás que meu trabalho chegaria a isso”, disse Gibson, “eu jamais teria acreditado”. Hoje, com 41 anos, ele é membro do Bando de Índios Choctaw e meio-Cherokee do Mississipi. Durante anos, disse, ele resistiu ao impulso de citar a arte tradicional indígena, assim como havia rejeitado a pressão que sentiu na escola de arte para fazer trabalhos que refletissem sua chamada “identidade”.

Reprodução/jeffreygibson.net

N1 - Jeffrey Gibson Quadro do artista plástico Jeffrey Gibson

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Fonte: Folha de S. Paulo / Carol Kino (Do “New York Times”)