Após grande sucesso em Santos, Registro e Sorocaba, agora é a vez de Campinas receber a exposição itinerante do Museu da Língua Portuguesa

A partir do dia 19 de novembro é a vez de Campinas receber a exposição itinerante gratuita do Museu da Língua Portuguesa “ Estação da Língua “ que exibe, de maneira interativa e tecnológica, uma parte do acervo que já foi visto por mais de três milhões de pessoas no museu localizada na Estação da Luz, em São Paulo.

“Desde a inauguração do Museu da Língua Portuguesa, tínhamos o desejo de realizar uma exposição itinerante, que pudesse se aproximar do público paulista. Fizemos um recorte das áreas expositivas do museu, assim, trazemos a Praça da Língua, as Origens, a Grande Galeria e a Linha do Tempo. O ponto alto da Estação da Língua é o espaço inédito Mapa dos Falares Paulistas, que mostra os diferentes sotaques e expressões de diversas regiões do Estado”, conta Antonio Carlos Sartini, diretor do Museu da Língua Portuguesa.

Em cartaz até o dia 15 de dezembro em Campinas, a mostra segue para São Bernardo do Campo, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto a partir de 2014.

A realização é do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura; do IDBrasil Cultura, Educação e Esporte, organização social de cultura que gere o Museu da Língua Portuguesa; e da Arquiprom. A Estação da Língua tem apoio da Lei Rouanet e patrocínio de Comgás, IBM Brasil, Sabesp e Vivo.

A Estação da Língua

A estrutura de recepção e de acolhimento baseia-se em um conjunto com forte apelo visual formado por uma tenda/cobertura e por contêineres. Estes abrigam projeção de breves textos literários – como já acontece na Praça da Língua, no Museu – especialmente escolhidos para esta itinerância. Em um ambiente imersivo, três frases promovem o início dessa viagem pela história da língua portuguesa.

“Quem não vê bem uma palavra, não pode ver bem uma alma”, de Fernando Pessoa; “Penetra surdamente no reino das palavras”, Carlos Drummond de Andrade; e “Como é que chama o nome disso”, de Arnaldo Antunes, foram interpretadas pelos atores Paulo Betting, Julia Lemmertz e Deborah Evelyn. Painéis de led vermelho reproduzem o que está sendo ouvido.

Em cada cidade a exposição está em um espaço cultural apropriado e, nele, o percurso continua por seis áreas expositivas. Começa com uma grande escultura de caixas onde se apresenta o Museu da Língua Portuguesa e segue para o ‘desembarque’, formado por um painel gráfico com as origens da língua e um vídeo/animação que apresenta as conquistas e a expansão ultramarina de Portugal até o ano de 1500 – quando ocorre o descobrimento do Brasil. Esta seção inclui um terminal multimídia que permite ao visitante escutar os vários sotaques do português pelo mundo.

A terceira área expositiva reproduz parte de outra ala consagrada no Museu da Língua Portuguesa: a Linha do Tempo, com a evolução do idioma no Brasil até a atualidade. O visitante segue para terminais com telas touch-screen que apresentam a relação do português com outros idiomas, como as línguas indígenas e africanas, e também as influências dos imigrantes europeus em solo brasileiro.

“Buscamos oferecer ao público um pouco do Museu da Língua Portuguesa e também novidades, atraindo assim quem já esteve no Museu e aqueles que ainda não o conhecem”, explica o arquiteto Fernando Arouca, responsável pelo projeto.

O passeio se aproxima do fim num painel em forma de quebra-cabeça que apresenta um vídeo baseado em dez entrevistas especiais. O vídeo permite confrontar e mesmo sugerir um diálogo entre cinco cidades paulistas, ressaltando as particularidades linguísticas de cada região.

A parada final destaca em projeções a presença diversificada da língua portuguesa no dia a dia do brasileiro, até mesmo em sonhos, com a apresentação de dois vídeos – Culinária e Danças – que fazem parte da estrutura da Grande Galeria do Museu, na Estação da Luz.

A exposição é montada em espaços culturais que também receberão programação paralela. Em Campinas, ficará no Museu de Arte Contemporânea de Campinas “José Pancetti” – MACC (Rua: Benjamin Constant, 1.633 – Centro).

“É uma honra à cidade receber uma exposição como esta. Campinas terá a oportunidade de conhecer o Museu da Língua Portuguesa, que oferece um novo conceito de “museu vivo”, e preserva um patrimônio imaterial – a nossa língua”, declara Ney Carrasco, Secretário de Cultura de Campinas.

No total, são quase 300 metros quadrados de área expositiva, divididos em cobertura/contêineres e espaço fechado. A estrutura é transportada de uma cidade a outra em caminhões, pois a Estação da Língua foi estruturada de maneira que possa ser desmontada e novamente aberta ao público em outra cidade em até sete dias.

Serviço:
19 de novembro – 15 de dezembro
MACC – Museu de Arte Contemporânea de Campinas “José Pancetti” (Rua: Benjamin Constant, 1.633 – Centro).

Fonte: Museu da Língua Portuguesa