Alex Flemming comemora 40 anos de carreira com retrospectiva no MAC USP Ibirapuera

Alex- macusp

 

 

No último dia da edição de 2014 do festival internacional de fotografia Paraty em Foco, Alex Flemming disse que não queria chegar ao fim da vida com uma retrospectiva que fosse um tédio.

Aos 62 anos, o artista plástico brasileiro que vive na Alemanha acha prazeroso rever as obras produzidas ao longo de 40 anos de carreira. Cerca de 120 delas podem ser vistas na mostra “Alex Flemming: RetroPerspectiva”, que chega no sábado (13) ao MAC USP Ibirapuera.

Conhecido por exibir nos painéis de vidro da estação Sumaré do Metrô imagens nas quais rostos anônimos se misturam a poemas brasileiros, Flemming explica que três eixos guiam a exposição: o trabalho com o corpo humano, a pintura sobre superfícies não tradicionais e sua pesquisa a respeito dos materiais para sua produção.

“É uma retrospectiva circular, na qual os temas abordados vão e voltam”, afirma Flemming. “É interessante ver essas obras juntas e observar como elas dialogam entre si, mesmo sendo feitas em momentos distintos”, completa.

Há uma série de autorretratos, como o em Auschwitz, além de três pinturas sobre suas próprias cuecas —”o máximo do autorretrato”, comenta ele.

A seleção também contempla a obra “Lápides”, na qual 60 computadores que pertenceram a pessoas diferentes são pintados e levam os nomes de seus antigos donos. “Caos”, seu trabalho mais recente, além de séries conhecidas, como “Alturas” e “Body Builders”, também são expostas.

“Não falo sobre o futuro”, diz Flemming, que afirma não poder viver “sem ir todos os dias ao ateliê”. Crente em artistas “caudalosos, não em pessoas de fase”, ele completa: “Quero ser do século 21, experimentar absolutamente tudo”.

 

Serviço:

Alex Flemming: RetroPerspectiva

MAC USP Ibirapuera 

Av. Pedro Álvares Cabral, 1.301, Parque Ibirapuera, região sul,

tel. 2648-0254.

Horário: Ter. a dom.: 10h às 18h.

Período: 13/8  até 11/12.

Classificação Livre.

GRÁTIS

 

 

Fonte: Folha de São Paulo

Foto:Parte da seleção de obras, Lápides é composta de 60 computadores, por Henrique Luz