11º Prêmio Ibermuseus de Educação: 20 projetos foram selecionados

O ano de 2020 impôs aos museus ibero-americanos um dos maiores desafios já enfrentados. Uma pandemia inesperada fechou repentinamente suas portas e interrompeu suas atividades presenciais. Essa dificuldade, porém, não afetou a capacidade desses museus e de seus profissionais de se reinventarem para continuar oferecendo às suas comunidades ações voltadas à preservação da memória e à valorização do patrimônio e das vozes de todos e todas.

Um exemplo desta capacidade de resiliência foi a participação de 210 projetos, de 16 países, na 11ª edição do Prêmio Ibermuseus de Educação, este ano excepcionalmente direcionado à realização de projetos virtuais, em resposta à situação imposta pelo COVID-19.

Conheça os 20 projetos selecionados após duas etapas de avaliação realizadas pelas Comissões Nacionais e Especial de Avaliação.

Provenientes de 13 países – Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, El Salvador, Espanha, Guatemala, México, Peru, Portugal e Uruguai – entre uma diversidade de propostas da mais alta qualidade e relevância educativa e comunitária, os 20 premiados tratam de temas como patrimônio histórico e cultural, infância, gênero, culturas nativas, novas tecnologias, além da própria pandemia. Destinam-se a um público amplo e diverso, atingindo homens e mulheres, crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos, e nos quais são abordadas diferentes estratégias e ferramentas, demonstrando a multiplicidade de formas de trabalhar a educação museológica a partir da virtualidade.

O maior prêmio vai para o projeto Galería virtual para la infancia, do Museu Artequin Viña del Mar (Chile), com a proposta de criar uma página web voltada para a divulgação da expressão artística de meninas e meninos, administrada de forma participativa por eles mesmos, formando um arquivo de obras infantis.

O segundo, Arqueologia Social Inclusiva – Educar pelo Patrimônio nos Museus Orgânicos do Cariri, da Fundação Casa Grande Memorial do Homem Kariri (Brasil), é constituída por meio de quatro eixos: visitas virtuais aos museus da cidade de Nova Olinda; realização de um evento virtual sobre arqueologia social inclusiva, museus orgânicos, protagonismo infanto-juvenil e turismo comunitário; uma série de podcasts sobre a cultura imaterial do Cariri; e a pesquisa e lançamento virtual do Museu Orgânico Casa de Dona Toinha Lucindo.

O terceiro lugar ficou com La Magdalena, um Caudal de Mujeres, do Museu do Rio Magdalena (Colômbia), que propõe uma estratégia educativa para reconhecer as mulheres desta região da Colômbia, através de um passeio virtual pela linha do Rio Magdalena, que oferece um roteiro que dá voz e destaque às mulheres das cidades ribeirinhas e torna visível a pluralidade de saberes e histórias tradicionalmente excluídas da história oficial.

Entre os demais projetos premiados estão iniciativas que atuam, por meio de diferentes práticas educativas, na valorização do patrimônio de suas comunidades e na inclusão social. Cada instituição contemplada receberá uma contribuição de US$ 2.500 para a implementação de suas propostas, que poderão ser desenvolvidas até 30 de junho de 2021. Os projetos serão incorporados ao Banco de Boas Práticas do Ibermuseus que, atualmente, conta com 240 iniciativas de 20 países da região.

Conforme previsto no edital do 11º Prêmio, o Programa Ibermuseus entrará em contato com as 20 instituições finalistas para iniciar o processo de formalização do prêmio. No caso de não cumprimento dos requisitos para o recebimento dos recursos, a candidatura situada em 21º lugar na lista de suplentes (e sucessivas) ocupará a lista de finalistas e será convidada a apresentar a sua documentação.

O Programa Ibermuseus orgulha-se de poder contribuir desta forma para a vocação educativa dos museus ibero-americanos e reforça o seu compromisso de fortalecer o papel social dos museus.

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Fonte: Ibermuseus